Trapiche do bairro João Paulo será concluído em fevereiro

Com 92% das obras executadas e pagas, a estrutura está em fase de acabamento, segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina, e será inaugurada em março

A Prefeitura de Florianópolis marcou para o final de fevereiro a conclusão das obras do trapiche do João Paulo, na Capital. Orçada em R$ 2,7 milhões, a obra se arrasta desde 26 de setembro de 2017, mas já beneficia 87 pescadores da associação local que utilizam o equipamento para as atividades diárias nas embarcações.

Trapiche do João Paulo é a primeira grande estrutura da Capital – Foto: Anderson Coelho/NDTrapiche do João Paulo é a primeira grande estrutura da Capital – Foto: Anderson Coelho/ND

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina, as obras civis estão praticamente concluídas: fundações, estrutura em concreto moldado, guarda-corpos, flutuantes e muros de contenção. “A obra já tem 92% executado e já pagamos mais de R$ 2,5 milhões (com recursos do Ministério das Cidades)”, ressalta.

A empresa responsável pela obra recomeça os trabalhos nesta terça-feira (12), segundo Gallina, faltando apenas as instalações elétricas, a iluminação pública e a urbanização do acesso ao trapiche.

“Agora é o acabamento. A ideia é concluir no final de fevereiro, ou seja, mais uns 40 dias, para inaugurar em março, o mês de aniversário da nossa cidade”, destaca.

Apesar de tantos entraves, Gallina reafirma a disposição de marcar mais um prazo para a conclusão da obra tão esperada pelos pescadores da região.

“O atraso maior foi por problemas financeiros da empresa vencedora de licitação. Mas nós fomos adequando ali, acertando aqui e posso dizer que vamos entregar o primeiro grande trapiche de Florianópolis”, afirma.

Na sequência, a prefeitura de Florianópolis estuda a construção de mais dois equipamentos: um na Tapera, no Sul da Ilha, e outro em Coqueiros, na Continente.

Pescador Maikel Ferreira ficou satisfeito com a estrutura construída no João Paulo – Foto: Anderson Coelho/NDPescador Maikel Ferreira ficou satisfeito com a estrutura construída no João Paulo – Foto: Anderson Coelho/ND

Com 200 metros de extensão e 3,75 metros de largura e dois metros de altura, o trapiche já é utilizado pelos pescadores locais. Para Maikel Pereira, 39 anos, o trapiche ficou “show de bola” para as necessidades diárias.

“A gente sofria muito para carregar e descarregar o barco”, relata, apontando para a lama na praia. “Antigamente não era assim. A praia tinha aquela areia branca. Agora é só esgoto”, afirma, elegendo um novo “cavalo de batalha” para a região.

O lodo é resultado do esgoto despejado diariamente através de duas galerias pluviais que desembocam na praia. Uma delas está localizada bem embaixo do trapiche. Em dias de maré seca, os pescadores precisam empurrar o barco com bambus e só conseguem retirar a embarcação da água com ajuda de um trator.

Questionado sobre o problema, o secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina, informou que a Casan, prestadora de serviço do município na área de saneamento, está providenciando duas ações que terão um impacto positivo na região. Ambas já foram licitadas e somam um investimento superior a R$ 250 milhões.

A primeira é a implantação de 57 mil metros de redes coletoras, nos bairros Saco Grande, João Paulo e Monte Verde, além de uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) com capacidade de depurar 85 litros/segundo, em Nível Terciário.

A segunda é a duplicação da ETE Insular, que atenderá 52 quilômetros de rede assentada nos bairros Itacorubi, Parque São Jorge, Jardim Anchieta, Córrego Grande e Pantanal.

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