Advogado esquece tela compartilhada e juíza percebe xingamento durante audiência

Após tomar uma negativa da juíza federal, advogado digita "filha da p***" e magistrada questiona "quem é?"; OAB irá apurar o caso

O vídeo de uma audiência pública realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), de Curitiba, que expõe um deslize de um advogado, repercutiu nas redes sociais nesta semana. O profissional é flagrado digitando um xingamento após receber uma negativa da juíza federal que julgava o caso trabalhista.

Advogado xinga durante audiência remota de Curitiba – Foto: Redes sociais/ReproduçãoAdvogado xinga durante audiência remota de Curitiba – Foto: Redes sociais/Reprodução

Ele não percebe que está compartilhando a tela na videochamada para todos os participantes. Assim, usa o WhatsApp Web para demonstrar sua insatisfação: “que filha da p***”, escreve e envia para um contato.

A magistrada percebe e questiona a quem o advogado está se referindo. Ele, ainda compartilhando a tela, apaga a mensagem rapidamente e abre outra aba, tentando contornar a situação.

“Doutor, o que você escreveu ali? Você escreveu ‘filha da p***”? Quem é filha da p***, Doutor?” diz a juíza ao ver a mensagem. “Não, Excelência”, nega o advogado. “Tá gravando na tela, foi gravado”, argumenta a juíza. O advogado ainda tenta justificar a fala: “Não, não, eu não estou falando de Vossa Excelência, eu estou falando da situação”.

Assista ao momento da discussão:

O advogado afirma que a testemunha que estava mentindo e por isso estava indignado. A mulher rebate: “Ele está me xingando?” . A juíza federal pede silêncio e pergunta novamente a quem o advogado se referia ao digitar o xingamento. Ele reafirma que era em relação à situação e se desculpa pelas palavras.

Tribunal pede análise da OAB

A sessão da audiência  foi realizada na manhã de 22 de março deste ano. Em nota, o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região informou que a Presidência e a Corregedoria da instituição enviaram o caso que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) analise. O objetivo é verificar se houve algum tipo de violação dos deveres profissionais do profissional.

“Se for confirmada a violação, o Tribunal pede que a OAB tome medidas disciplinares”, diz a nota.

A nota também confirmou que a juíza federal declarou suspeição no caso e outro magistrado irá assumir em seu lugar.

*Com informações Ric Mais

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