‘Essa cabelo ruim ai’: dançarina catarinense sofre ataque racista em live

Integrantes do grupo Millenium de Dança se manifestaram contra o ataque racista sofrido por Keyt Blue

Aos 34 anos a dançarina Keyt Martins, conhecida como Keyt Blue, não se surpreendeu tanto com o ataque racista que sofreu no último domingo (4), quanto com a resposta de repúdio dada por seus colegas e seguidores nas redes sociais.

O ataque não surpreendeu a dançarina pois desde criança, Keyt convive com o racismo contra sua cor e cabelo. O preconceito a fazia raspar a própria pele só para tentar ser mais clara.

“Sempre sofri ataques racistas quando criança, a partir dos 15 anos nunca mais tinha sofrido diretamente, depois de quase 10 anos eu acabei sofrendo e isso fez eu lembrar de toda a minha infância, onde eu não queria ser preta, me raspava com a faca para ser branca, usava pano amarrado na cabeça ‘pra ter cabelo bom’,  isso foi o que eu mais senti”, contou Keyt.

Kayt soma quase 50 mil seguidores nas redes sociais com coreografias famosas na Internet – Foto: Reprodução InstagramKayt soma quase 50 mil seguidores nas redes sociais com coreografias famosas na Internet – Foto: Reprodução Instagram

O comentário foi durante uma live no Instagram, a qual Keyt participava com mais duas amigas, os seguidores da dançarina interagiam através de comentários, até que um homem comentou “essa cabelo ruim ai”.

“Ele comentou ‘o que essa guria fica toda hora rindo?’ e a Emily perguntou: ‘quem?’ e ele respondeu: ‘essa cabelo ruim ai'”. Keyt participava da Live com Emily Cordeiro e Bruna Morgana.

Homem fez comentário racista sobre o cabelo de Keyt – Foto: Reprodução InstagramHomem fez comentário racista sobre o cabelo de Keyt – Foto: Reprodução Instagram

Apesar de não ser a primeira vez que sofreu ataque racista, Keyt conta que esta foi a primeira em que se sentiu no direito de se posicionar e denunciar o racismo.

Com ela, diversos colegas de dança, que fazem parte do Grupo Millenium de Dança e seguidores nas redes sociais se pronunciaram rechaçando e denunciando o comentário racista.

Sucesso nas redes sociais

Dançarina há 21 anos, a profissão ajudou Kety a aceitar sua cor e com isso, incentivar outras mulheres pretas a se valorizar. “Hoje, com 34 anos, graças a Deus eu já me aceito do jeito que sou. Sendo dançarina profissional, recebo muitas mensagens de meninas e mulheres pretas falando que se inspiram em mim”, destacou.

Keyt soma quase 50 mil seguidores nas redes sociais e faz sucesso com as coreografias famosas na Internet. Ela é uma das integrantes do grupo Millennium de dança em Itajaí, apenas um trio do grupo soma mais de 12 milhões nas redes sociais.

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