Advogado de DJ Ivis pedirá liberdade do cantor: “alimentação igual a dos outros presos”

André Quezado diz que tentará converter prisão preventiva em medida cautelar; ele ressalta que o cantor não tem qualquer privilégio e está dividindo cela com outros detidos por agressão doméstica

O advogado de DJ Ivis, André Quezado, afirmou nesta quinta-feira (15) que entrará com um pedido de conversão da prisão preventiva do cantor em adoção de medida cautelar, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Defesa de DJ Ivis pede que artista responde á Justiça fora da cadeia Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/NDDefesa de DJ Ivis pede que artista responde á Justiça fora da cadeia Foto: ESTADÃO CONTEÚDO/ND

André Quezado afirmou ao portal UOL que o objetivo do pedido é que o artista responda à Justiça longe da cadeia, e reforçou que DJ Ivis está dividindo cela com presos que também respondem processos por agressão domiciliar.

“Ele está com abalo emocional, continua em cela comum, a alimentação dele é igual a fornecida aos outros presos. Ele não tem privilégio nenhum”, ressaltou André.

Dj Ivis responde por dois inquéritos policiais por ter agredido fisicamente a ex-mulher, Pamella Holanda. O primeiro está sendo investigado na Delegacia Metropolitana de Eusébio e o segundo está sob jurisdição na Delegacia de Defesa da Mulher.

Antonia Fontenelle será investigada por xenofobia após fala sobre DJ Ivis

A apresentadora e youtuber Antonia Fontenelle foi chamada de  xenófoba após comentar uma publicação no Instagram sobre o caso de DJ Ivis, que é paraibano. Na ocasião, ela escreveu: “Esses Paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que podem tudo”.

Criticada, ela rebateu: “Paraíba é força de expressão, quem faz ‘paraibada’, como, por exemplo, bater em mulher. Esses machos escrotos que ganham uns trocados e acham que podem tudo”.

A Polícia Civil da Paraíba então, determinou nesta quinta-feira (15) a abertura de uma investigação contra Antonia Fontenelle pelo uso de “expressões aparentemente preconceituosas e xenofóbicas” em sua fala sobre o DJ Ivis.

Ao UOL, o delegado responsável pelo caso, Pedro Ivo, afirmou que “expressões como ‘paraibada’ou como ‘esse Paraíba’  aparentemente caracterizam crime previsto no artigo 20 da Lei 7716 de 1989, a chamada Lei do Racismo, que prevê penas para condutas criminosas de intolerância em geral”.

Procurada, Antonia Fontenelle, enviou um pronunciamento por meio de seu advogado.

“A Antonia está sendo vítima de calúnia, pois teve a fala deturpada e retirada de um contexto, quando manifestou indignação nas redes sociais a respeito da violência doméstica praticado pelo DJ Ivis contra a esposa, fato divulgado em mídia nacional.

Ela jamais teve a intenção de ofender o povo da Paraíba, apenas manifestou opinião sobre o covarde comportamento de um paraibano em específico, do qual temos certeza que não é orgulho para nenhum de seus conterrâneos no momento. O Delegado que determinou a instauração do inquérito policial certamente está sendo induzido a erro, mudaram o foco da questão.

Com a investigação será elucidado o fato específico, minha cliente não cometeu o suposto crime alegado. A situação vem causando um abalo imensurável a honra de Antonia, e eventual denunciação caluniosa será apurada, sob as penas da Lei.”, finalizou.

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