Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


As aberrações de advogados criminalistas contra o Direito e a Justiça

Grupo Prerrogativas insulta princípios de Direito e Justiça para defender o ex-presidiário

Uma das maiores aberrações cometidas por advogados na recente história do Brasil viralizou nas redes sociais da Internet. A insana declaração foi feita publicamente pelo advogado Antônio Cláudio Marins de Oliveira, durante reunião do Grupo Prerrogativas. Este grupo ficou conhecido por condenar a Lava Jato e defender os corruptos e criminosos que roubaram bilhões e bilhões do sofrido contribuinte brasileiro.

O pretexto do evento já era um desproposito: homenagem ao ex-presidiário Lula, condenado em três instâncias diferentes, sob acusação de liderar o maior esquema de corrupção do Brasil e ser chefe de quadrilha.

A insanidade mostrou a sua face criminosa.  Palavras textuais de Antônio Marins:  “Se o crime já aconteceu, o que adianta punir”.

Não há precedentes na vida brasileira de um advogado de escritório famoso ousar com tanta desfaçatez. Foi mais longe, ao assinalar debochadamente: “Que se puna, mas não se ache que a punição irá combater a corrupção.”  Raciocínio típico de cérebro de tatuíra, uma vez que qualquer  punição é inexistente antes do ato delituoso acontecer.

A história jurídica do Brasil jamais registrou tamanho insulto.

Foi o maior incentivo à impunidade e o maior disparate contra o Estado de Direito dos últimos tempos.

O advogado paulista praticou um atentado contra a instituições, cometeu um crime contra a educação e incorreu em graves delitos previstos na lei penal e promoveu completa inversão de valores.

Marins foi advogado de Temer e respondeu a processo criminal, com quebra do sigilo bancário, por não esclarecer a origem de seus honorários.

Mais grave é constatar que notórios corruptos são transformados em estadistas pela velha mídia e por advogados investigados, sem que a OAB Nacional se manifeste. E com a mais estranha e lamentável omissão das instituições da sociedade civil, dos parlamentares e dos representantes do Judiciário.

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