ÁUDIO: carta psicografada de vítima da boate Kiss é usada no julgamento

Estratégia foi utilizada na defesa do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que foi quem acendeu o artefato pirotécnico que pôs fogo na boate

Uma suposta carta psicografada de uma das vítimas da tragédia da boate Kiss foi utilizada pela advogada Tatiana Borsa, que representa o músico Marcelo de Jesus dos Santos, na defesa de seu cliente durante o julgamento do incêndio.

Advogada usou carta psicografa de uma das vítimas da boate Kiss durante o julgamento – Foto: Juliano Verardi/TJRS/Divulgação/NDAdvogada usou carta psicografa de uma das vítimas da boate Kiss durante o julgamento – Foto: Juliano Verardi/TJRS/Divulgação/ND

A carta seria de Guilherme Pontes Gonçalves. O vocalista da banda Gurizada Fandangueira é acusado de ser o responsável por acender o artefato pirotécnico que causou o incêndio dentro da boate. A advogada do músico reproduziu um áudio com a leitura da carta.

Áudio da leitura da carta psicografada – Vídeo: TJRS/Divulgação/ND

Parentes das vítimas presentes no julgamento deixaram sala no momento da suposta carta psicografada. A advogada defendeu que a psicografia foi recebida em 2013 pelo Centro Espírita Irmã Valquíria, localizado em Uberaba, no interior de Minas Gerais, seis meses depois da tragédia.

Leia a carta na íntegra:

“Querida mãezinha Mariângela, e querido pai Ricardo. A ficha ainda não caiu por completo e o mês de janeiro ainda está vivo em minha memória e da Stephanie. Estamos lutando tanto quanto o senhor, a mãe, a tia Valéria e o Augusto. Até hoje estão procurando uma justificativa para a tragédia de Santa Maria que me vitimou, e diria que que fez não só o Brasil chorar, como também muitos pais. Procurem aceitar as determinações divinas. Eu também lamento tudo o que ocorreu, mas só me resta tentar me adaptar à realidade. Me estimaria vê-los distantes de [quaisquer] protestos que não me trarão de volta. Vamos lembrar que os responsáveis também têm famílias e não tiveram qualquer intenção quanto à tragédia acontecida. Pensamos no fato como uma fatalidade, e hoje já começamos a entender um pouco em sentindo mais profundo do que nos ocorreu de ponto de vista da lei de causa e efeito. Ao invés de concentrar tanto nosso pensamento procurando por culpados, eu os convido a orarmos juntos por todas as vítimas e seus afetos enlutados. Beijo a todos, Gui”.

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