Controladora de voo na tragédia da Chapecoense é solta da prisão no Brasil

Boliviana Celia Castedo Monasterio saiu do presídio na manhã desta quarta-feira (30) após seis meses de detenção

Seis meses após ter sido presa pela PF (Polícia Federal), a ex-controladora de voo Celia Castedo Monasterio, boliviana, foi solta nesta quarta-feira (30). Ela teve a prisão revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão foi do ministro do STF, André Mendonça que determinou a soltura ainda na terça-feira (29).

Celia Castedo, ex-funcionária da Aasana, foi solta após ficar seis meses presa. (Foto: Reprodução SporTV)Celia Castedo, ex-funcionária da Aasana, foi solta após ficar seis meses presa. (Foto: Reprodução SporTV)

Celia foi a responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave da LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense na tragédia de 2016 quando o avião caiu pouco antes do aeroporto internacional José Maria Cordova, em Rio Negro, na Colômbia.

Antes de ser presa, Celia estava morando no Brasil na condição de foragida de seu país. A prisão foi efetuada no dia 23 de setembro de 2021, pela unidade do Mato Grosso do Sul da PF. A prisão foi realizada no município de Corumbá, pouco mais de 400 km da capital Campo Grande. Partiu do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a extradição da investigada até o seu país de origem.

De acordo com a nota assinada pela PF na época da prisão, a boliviana era especialista em segurança de voo e, na ocasião, teria deixado, fraudulentamente, de observar os requisitos procedimentais mínimos para aprovação do plano de voo da aeronave. No programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem.

O acidente

A queda do avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas para a disputa da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional da Colômbia, ocorreu no dia 29 de novembro de 2016. A aeronave caiu a poucos quilômetros da cidade colombiana. Morreram no local 71 pessoas.

Investigações sobre o caso comprovaram que a aeronave apresentou problemas técnicos devido a falta de combustível que, conforme o plano de voo assinado, não previa qualquer imprevisto até o então destino final, aeroporto Medellín.

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Justiça Brasileira

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