VÍDEO: advogado ‘esgana’ colega durante julgamento e repercute na internet

Cena aconteceu durante o julgamento de Luis Felipe Manvalier, condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato de Tatiane Spitzner, no Paraná

Um dos casos de feminicídio que chocaram o país teve desfecho na segunda-feira (10), com a condenação de Luis Felipe Manvalier. Ele foi condenado a 31 anos, nove meses e 18 dias de prisão pela morte de Tatiane Spitzner, em 22 de julho de 2018. A pena equivale aos crimes de homicídio qualificado por feminicídio, motivo fútil, meio cruel e uso de asfixia, além de fraude processual.

Advogada é chacoalhada no Tribunal do Júri em julgamento de Luis Felipe Manvalier – Foto: ReproduçãoAdvogada é chacoalhada no Tribunal do Júri em julgamento de Luis Felipe Manvalier – Foto: Reprodução

Além da condenação, uma cena durante o julgamento repercutiu na internet. O advogado de defesa de Manvalier, Claudio Dalledone Júnior, “simulou” uma agressão e utilizou a colega, Maria Eduarda Lacerda, durante a cena. A advogada é esganada em pleno Tribunal do Júri, em Guarapuava, no Paraná. Maria Eduarda é chacoalhada violentamente e esganada durante a “simulação”.

Dalledone divulgou um vídeo, ao lado da colega, tentando explicar a ação. “Maria Eduarda faz parte da equipe, acompanha esse caso há muito tempo conosco. Ela participou de uma dinâmica simulada, reproduzida em plenário para que o cidadão jurado tivesse consciência de que seria impossível uma esganadura sem deixar marca. Nós treinamos, combinamos essa dinâmica, ela não teve nenhuma lesão, não foi subjugada. Ela é uma advogada iniciante, excepcional mulher da advocacia que muito nos orgulha”, disse.

A advogada reiterou que não se sentiu subjugada, apesar de ter sido agredida no tribunal. “Para mim foi uma honra poder participar e auxiliá-lo nessa dinâmica, nessa simulação. Eu acredito que na advocacia do Tribunal do Júri essa simulação é fundamental em grandes casos. Não me senti subjugada em momento algum, foi tudo treinado, não fui pega de surpresa e não acredito que isso esteja denegrindo a minha imagem como mulher”, falou.

A OAB-PR se manifestou após a repercussão “O processo e as estruturas do Sistema de Justiça, incluindo a atuação da advocacia, não podem ser usados, sob nenhum pretexto, para propagar a violência que deveriam enfrentar e combater”, diz a nota da Ordem.

+

Justiça Brasileira