Advogado catarinense que defende brasileira presa por tráfico na Tailândia tem novidade

Prisão de possível aliciadora de Mary Hellen na Tailândia pode reverter situação e possibilitar extradição

O advogado catarinense Telêmaco Marrace, que atua em Blumenau, no Vale do Itajaí, teve novidade importante e que pode mudar a direção do caso de Mary Hellen. A jovem natural Minas Gerais de 21 anos foi presa por tráfico de drogas na Tailândia, um dos países com penas mais rigorosas contra o tráfico.

Mary Hellen foi presa na Tailândia junto com outros dois homens no aeroporto – Foto: Arquivo Pessoal/ FacebookMary Hellen foi presa na Tailândia junto com outros dois homens no aeroporto – Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook

Nesta quinta-feira (5) pela manhã, em Curitiba, no Paraná, a Polícia Federal prendeu uma mulher suspeita de ser a aliciadora de Mary Hellen e de outros dois rapazes que foram presos junto com a jovem.

De acordo com Telêmaco, se a Polícia Federal comprovar que essa mulher era de fato a aliciadora, poderá entrar com o pedido de extradição para que Mary Hellen responda ao processo no Brasil, com a possibilidade de, mesmo condenada, ficar em liberdade.

“Mary Hellen não participa de nenhuma organização criminosa. É ré primária”, ressalta o advogado.

Relembre o caso

Mary Hellen Silva, de 21 anos, foi detida com outros dois homens ao desembarcar no aeroporto de Bangkok, na Tailândia no dia 14 de fevereiro. Eles estavam levando dentro da mala cerca de 15,5 kg de cocaína.

Os três saíram do aeroporto de Curitiba (PR) levando as drogas distribuídas nas malas. De acordo com Telêmaco, a jovem estava  com pouca quantidade de cocaína na bolsa.

Mary Hellen não seria condenada à morte

Um dos países mais severos do mundo no combate às drogas, as penas na Tailândia podem chegar a pena de morte. No entanto, este não seria o caso de Mary Hellen. O advogado explica que no país existem duas legislações diferentes de acordo com o tipo de droga, as psicotrópicas e narcóticas.

“O tipo de droga que ela estava levando é do grupo dois, e droga como cocaína não tem pena de morte”, explica.

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