Acusada de matar grávida em SC pode ser avaliada por psiquiatra de Suzane von Richthofen

Profissional também atuou com Adélio Bispo, que deu uma facada em Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018

A defesa de Rozalba Maria Grime, de 26 anos, deve pedir um novo laudo psiquiátrico antes do julgamento pela morte de uma jovem grávida em Canelinha, em 2020. Rozalba é acusada de ter cometido o crime para roubar o bebê.

Segundo o advogado de defesa da acusada, Rodrigo Goulart, assim que o prazo para a defesa, deve ser pedida uma nova avaliação.

Rozalba Maria Grime pode ser avaliada por psiquiatra que atuou no caso von Richthofen – Foto: Arquivo pessoalRozalba Maria Grime pode ser avaliada por psiquiatra que atuou no caso von Richthofen – Foto: Arquivo pessoal

Ele afirma ainda que o profissional escolhido pela defesa para conduzir o exame já trabalhou no caso Von Richthofen, com a autora do crime, Suzane, e também no caso da facada contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, Adélio Bispo.

“Temos muito respeito pelo profissional que conduziu o primeiro exame, mas gostaríamos de um novo laudo, com a opinião de só mais um profissional”, alega Goulart.

Absolvição do marido

Nesta quinta-feira (27), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) apresentou as alegações finais do caso. O órgão pede que o marido de Rozalba, Zulmar Schiestl, de 44 anos, seja absolvido do caso.

Segundo o advogado de defesa dele, Ivan Roberto Martins Jr, a solicitação é que ele “não seja submetido a júri popular, pela farta gama de provas de que ele não participou e não tinha conhecimento algum sobre o que estava acontecendo”.

Rozalba e Zulmar foram presos no dia do crime – Foto: Reprodução Redes Sociais/NDRozalba e Zulmar foram presos no dia do crime – Foto: Reprodução Redes Sociais/ND

Durante a investigação, e após da análise de mensagens e áudios dos celulares dos investigados, a polícia identificou que Zulmar teria sido realmente enganado pela esposa.

Ele chegou a ser preso e teve a prisão revogada. Segundo o delegado responsável pelo inquérito, Paulo Alexandre Freyesleben e Silva, eram dadas “inúmeras justificativas para que ele não a acompanhasse nos exames, além de desculpas para que ambos não mantivessem contatos íntimos”.

Zulmar “acreditava piamente na falsa gravidez” da mulher, conforme o órgão. No dia do crime, Rozalba também teria dado falsas informações ao marido.

Relembre o caso

A jovem assassinada estava grávida de oito meses quando foi levada pela suspeita até uma cerâmica desativada, com o pretexto de participar de um chá de bebê surpresa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ao chegar ao local, Rozalba usou um tijolo para agredir a jovem, que ficou desacordada. Ela, então, usou um estilete para realizar o parto forçado do bebê, que também ficou ferido.

Rozalba prestou depoimento à Polícia Civil – Foto: Reprodução/NDRozalba prestou depoimento à Polícia Civil – Foto: Reprodução/ND

Na sequência, ela levou a criança até o hospital, alegando que teve um parto às pressas, na rua, e que precisava de atendimento. As lesões da criança chamaram a atenção da equipe médica, que acionou a polícia.

A jovem estava desaparecida desde o dia 27 de agosto e o corpo foi encontrado no dia seguinte. Ela foi sepultada no dia 29, em Canelinha, mesmo dia em que a prisão dos então suspeitos foi convertida em preventiva.

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Justiça SC

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