Acusados de explodir muro da penitenciária de Joinville são condenados

Júri popular ocorreu nesta quinta-feira (18); além de explodir o muro, réus atiraram contra agentes prisionais

Três acusados de explodir um muro da Penitenciária Industrial de Joinville para resgatar o membro de uma facção criminosa passaram pelo Tribunal do Júri na manhã desta quinta-feira (18). Destes, dois foram condenados nesta ocasião.

Julgamento ocorreu nesta quinta-feira (18) – Foto: Fórum de Joinville/DivulgaçãoJulgamento ocorreu nesta quinta-feira (18) – Foto: Fórum de Joinville/Divulgação

O caso ocorreu em agosto de 2018, quando o grupo usou um artefato explosivo para destruir o muro dos fundos da penitenciária. A barreira ficou apenas parcialmente destruída, sem que eles conseguissem entrar no local.

Nesse momento, três agentes prisionais revidaram e o grupo atirou diversas vezes contra os profissionais, que não se feriram. Segundo o Ministério Público, a tentativa de homicídio foi cometida por motivo torpe, uma vez que ocorreu em decorrência da tentativa de resgate de um membro de uma facção.

No momento da explosão, dois detentos estavam focados em causar tumulto dentro da unidade, distraindo um dos vigilantes durante a execução do plano e, assim, tentar lograr êxito em deixar aberta a cela em que estava o mentor do plano de fuga.

A evasão dos detentos não teve êxito porque o artefato explosivo não derrubou o muro da unidade e eles não conseguiram entrar e, desta forma, continuar o plano de fuga. Um dos homens que participou da ação foi baleado e morreu a caminho do hospital. Todos os réus estão presos.

Em fevereiro do ano passado, outros sete réus foram a julgamento pelo mesmo episódio e foram condenados ao total de mais 230 anos de reclusão, em regime fechado.

Resultado do júri desta quinta

Nesta quinta-feira (18), o Ministério Público pediu a absolvição dos acusados nas tentativas de homicídio. Um deles foi foi, de fato, absolvido, enquanto os outros foram condenados por participação em organização criminosa: um a 6 anos e 8 meses de reclusão e outro a 7 anos e 4 meses.

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