Após 14h, júri condena amante e mulher pelo assassinato brutal do marido em Criciúma

Uma mulher de 54 anos e o amante de 32 anos foram condenados pelo assassinato de José Carlos de Andrade, esposo da mulher, ocorrido em 2019, em Criciúma

Uma mulher de 54 anos e o amante de 32 anos foram condenados pelo assassinato brutal de José Carlos de Andrade de 54 anos, esposo da mulher, em Criciúma. A condenação ocorreu após 14h de sessão do Tribunal do Júri, nesta quinta-feira (16) na comarca da cidade do Sul catarinense.

A pena da mulher foi de 16 anos de prisão em regime fechado, já do amante foi de 10 anos de prisão em regime fechado. Familiares e amigos da vítima marcaram presença no Fórum de Criciúma e com cartazes pediram Justiça.

O crime ocorreu em 15 de junho de 2019 na casa em que vivia o casal no bairro Verdinho. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), a mulher e o amante decidiram matar o esposo da mulher para que pudessem manter o relacionamento amoroso abertamente.

Tribunal do Júri foi realizado nesta quinta-feira (16) na comarca de Criciúma – Foto: Fernanda de Mamam/Justiça/NDTribunal do Júri foi realizado nesta quinta-feira (16) na comarca de Criciúma – Foto: Fernanda de Mamam/Justiça/ND

Vítima foi surpreendida e atacada por casal 

Ainda de acordo com o MP, no dia do crime José foi surpreendido ao chegar em casa. Ele foi atacado com golpes de faca, foice, pedra e martelo. O ataque ocasionou um traumatismo crânio-encefálico que foi a causa de morte.

Após o crime, a mulher e o amante simularam um latrocínio (roubo seguido de morte). A mulher levou o amante para casa, no bairro Quarta Linha, e depois passou na casa do filho falando que José havia sido morto durante um roubo.

Prisão, confissão e penas

A Polícia Civil de Criciúma prendeu o homem três dias após o crime como suspeito. Durante o depoimento ele confessou o homicídio. A mulher foi presa quatro meses após o crime.

Na sessão, o Conselho de Sentença reconheceu que a mulher praticou homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.  Ela foi condenada a 16 anos de prisão, em regime inicial fechado.

Já o homem foi condenado por homicídio qualificado por meio cruel, todavia o Conselho reconheceu a diminuição de pena em razão do privilégio, uma vez que o crime foi cometido sob domínio de violenta emoção. Ele foi condenado a 10 anos de prisão, em regime inicial fechado.

“Os condenados não poderão recorrer da decisão em liberdade,  direito de recorrer em liberdade, uma vez que suas prisões são necessárias para garantir a ordem pública”, informa nota da Justiça.

Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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Justiça SC

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