Após 7 anos, homem é condenado por roubo em Itaiópolis depois de ser identificado pelo DNA

Réu cometeu dois crimes, em Itaiópolis e no Paraná, cuja autoria era desconhecida; através de materiais genéticos colhidos na ocasião, foi possível elucidá-los

Um homem denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) em Itaiópolis por roubo e tentativa de latrocínio foi condenado a 28 anos, nove meses e um dia de reclusão.

Segundo o MP, a autoria do crime foi comprovada por meio da comparação de exames de DNA de material coletado na ocorrência em Itaiópolis com o coletado posteriormente, quando o réu foi preso em São Paulo pelo roubo a um carro-forte.

Através do código genético, Justiça conseguiu aferir que réu cometeu dois crimes cuja autoria, até então, era desconhecida – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

O primeiro crime

De acordo com o MP, que realizou a denúncia, a condenação pelo crime registrado em Itaiópolis foi em razão de uma tentativa de roubo de um caixa eletrônico instalado no posto de serviço bancário de uma grande empresa da cidade

O acusado chegou ao município no dia 30 de novembro de 2013. Ele estava acompanhado de três comparsas, todos armados, em um veículo furtado no interior do Paraná. Todos eles portavam toca balaclava, o que impedia a identificação.

O réu ficou encarregado de dar cobertura ao grupo, ficando no lado externo da empresa. Enquanto isso, os comparsas entraram no local, dominaram dois seguranças do estabelecimento, explodiram o caixa eletrônico e roubaram mais de R$ 55 mil, informa o MPSC.

Suspeito saiu ileso, mas polícia colheu DNA

Durante o roubo, no lado de fora, o réu trocou tiros com dois policiais e foi atingido por um dos disparos. Um dos policiais também ficou ferido, recebendo dois tiros no colete à prova de balas e um no abdômen – ferimento grave que o afastou por cerca de quatro meses do serviço.

O Promotor de Justiça da Comarca de Itaiópolis Pedro Roberto Decomain, que ajuizou a ação penal, ressaltou que os três tiros que atingiram o policial configuram a conduta típica do crime de latrocínio (matar para possibilitar o roubo) tentado, uma vez que a vítima só não morreu por condições alheias à vontade dos criminosos.

Todos os autores do crime conseguiram fugir no veículo no qual chegaram. Um dos vigias da empresa foi levado como refém, mas liberado depois. Então eles abandonaram o carro antigo, invadiram uma casa, e roubaram um segundo carro.

Apesar de não terem sido identificados na ocasião, a polícia colheu sangue do réu no primeiro veículo, que fora abandonado. A amostra de sangue passou por exame de DNA e o resultado foi inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos.

Segundo e terceiro crime

Conforme o MP, o DNA colhido do sangue do réu coincidiu com o DNA presente em um fio de cabelo colhido após um roubo semelhante, cuja autoria também não havia sido identificada até então, praticado na cidade de Píer, no Paraná. Não foi informada a data do crime.

Quando o réu foi preso em São Paulo, depois do roubo a um carro-forte, ele teve seu perfil genético examinado e com o resultado, foi possível identificá-lo, também, como um dos autores dos crimes praticados em Itaiópolis e no Paraná.

No dia 31 de agosto deste ano, a ação penal ajuizada na Comarca de Itaiópolis foi julgada procedente pelo Juiz de Direito Gilmar Nicolau Lang.

O réu foi condenando pelos crimes de roubo, majorado pelo emprego de arma de fogo e por ter sido praticado em concurso de pessoas, e tentativa de latrocínio. A pena de mais de 28 anos de prisão deverá ser cumprida em regime inicial fechado. A decisão é passível de recurso.

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