Caso Mari Ferrer: grupos protestam em várias cidades do Brasil

Em Florianópolis, neste sábado (7), grupos marcham pelo Centro; no domingo (8), mais atos estão marcados em todo o Estado. No Brasil, manifestações foram convocadas nas principais cidades

Grupos de todo o Brasil convocam atos pedindo justiça por Mariana Ferrer. O julgamento da denúncia de estupro feita pela jovem ganhou repercussão nesta semana, depois de trechos polêmicos da audiência serem divulgados.

Em Florianópolis, capital catarinense, manifestantes estão no Centro e devem ir até a Catedral Metropolitana. No domingo (8), o ato deve ser às 13h, em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Manifestantes caminham pela Rua Tenente Silveira e devem se encontrar em frente à OAB, em Florianópolis. – Foto: ReproduçãoManifestantes caminham pela Rua Tenente Silveira e devem se encontrar em frente à OAB, em Florianópolis. – Foto: Reprodução

A organização de grande parte dos atos pede para que os participantes usem roupas pretas e levem cartazes de repúdio, além de exigir o uso de máscara como proteção contra a Covid-19.

Em Santa Catarina, atos estão marcados para o domingo também em Balneário Camboriú, na praça Almirante Tamandaré; em Itajaí, em frente à Igreja Matriz. Em Joinville, manifestantes devem se reunir na sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Joinville, no bairro Saguaçu. Criciúma também deve ter atos na Praça Nereu Ramos. 

No sábado, atos estão marcados em Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), em cidades do Estado de São Paulo (Jundiaí, Araras, Bauru, São José do Rio Preto, São José dos Campos), e Foz do Iguaçu (PR), além de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Vitória (ES) Natal (RN), assim como em Florianópolis (SC) .

Já no domingo, 8, atos acontecem na capital paulista, além de Campinas, Santos, São Carlos, Guarujá, Uberlândia (SP), no Rio de Janeiro (RJ), em Porto Alegre e Caxias do Sul (RS), Manaus (AM), Ponta Grossa  e Curitiba (PR).

Relembre o caso

O caso, que ocorreu em um beach club de Florianópolis em 2018, ganhou repercussão nacional após trechos da audiência serem divulgados pelo site The Intercept Brasil. Em setembro, o ND+ mostrou com exclusividade todos os detalhes do processo que absolveu Aranha.

Audiência de instrução e julgamento – Foto: Reprodução/NDAudiência de instrução e julgamento – Foto: Reprodução/ND

A repercussão nacional se deu pelo tratamento dado a Mariana durante a audiência. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, repudiou publicamente o julgamento e a condução da audiência. O caso passou da tese de estupro de vulnerável para estupro “sem dolo”, ou seja, sem intenção.

As cenas, inclusive, provocaram uma avalanche de manifestações e campanhas nas redes sociais. A hashtag #justiçapormariferrer levantou novamente no Twitter, assim como a campanha “estupro culposo não existe”.

A Corregedoria Nacional do Ministério Público solicitou, nessa quarta-feira (4), a íntegra do vídeo da audiência. O pedido foi feito pelo corregedor nacional, conselheiro Rinaldo Lima, e será usado na investigação sobre a atuação do promotor do caso, Thiago Carriço de Oliveira.

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