Caso Mari Ferrer: Itajaí e Balneário Camboriú terão manifestação

Atos devem acontecer no domingo (8), a partir das 13h, na Praça Almirante Tamandaré, em Balneário Camboriú, e em frente à Igreja Matriz, em Itajaí

No próximo domingo (8), atos em prol da influencer Mariana Ferrer  devem acontecer em Itajaí e Balneário Camboriú. As manifestações ocorrem após a reportagem do The Intercept divulgar trechos da audiência que absolveu o empresário André de Camargo Aranha das acusações de estupro contra a jovem, no final de 2018.

Em Itajaí, o ato deve acontecer a partir das 13h, e deve reunir cerca de 200 pessoas. Laysla Simas, uma das organizadoras do ato, explica que a motivação da manifestação surgiu pela injustiça sofrida por Mariana durante o julgamento.

Caso Mari Ferrer: Itajaí e Balneário Camboriú terão manifestação.  – Foto: Reprodução/ InstagramCaso Mari Ferrer: Itajaí e Balneário Camboriú terão manifestação.  – Foto: Reprodução/ Instagram

“A gente tá fazendo isso por todas as mulheres que passaram, que não passaram e por todas que infelizmente ainda vão passar”, Laysla reforça. “Só a gente fazendo atos como este para poder mudar cada vez mais e não deixar que outras mulheres passem por isso também”.

Em Balneário Camboriú, a manifestação será também no domingo (8), e a concentração acontece na Praça Almirante Tamandaré, na Avenida Atlântica, a partir das 13h. 

Manifestação de Itajaí acontece no domingo (8) e deve reunir cerca de 200 pessoas. – Foto: DivulgaçãoManifestação de Itajaí acontece no domingo (8) e deve reunir cerca de 200 pessoas. – Foto: Divulgação

As organizadoras dos dois atos pedem que os participantes vistam preto e reforçam a necessidade do uso da máscara.

Relembre o caso

O caso, que ocorreu em um beach club de Florianópolis em 2018, ganhou repercussão nacional após trechos da audiência serem divulgados pelo site The Intercept Brasil. Em setembro, o ND+ mostrou com exclusividade todos os detalhes do processo que absolveu Aranha.

A repercussão nacional se deu pelo tratamento dado a Mariana durante a audiência. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, repudiou publicamente o julgamento e a condução da audiência. O caso passou da tese de estupro de vulnerável para estupro “sem dolo”, ou seja, sem intenção.

Advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho (à esquerda acima), juiz Rudson Marcos (à direita acima), promotor Thiago Carriço de Oliveira (à esquerda abaixo), defensor público (à direita abaixo) e Mariana Ferrer, durante a audiência. – Foto: Reprodução/NDAdvogado Cláudio Gastão da Rosa Filho (à esquerda acima), juiz Rudson Marcos (à direita acima), promotor Thiago Carriço de Oliveira (à esquerda abaixo), defensor público (à direita abaixo) e Mariana Ferrer, durante a audiência. – Foto: Reprodução/ND

As cenas, inclusive, provocaram uma avalanche de manifestações e campanhas nas redes sociais. A hashtag #justiçapormariferrer levantou novamente no Twitter, assim como a campanha “estupro culposo não existe”.

A Corregedoria Nacional do Ministério Público solicitou, nessa quarta-feira (4), a íntegra do vídeo da audiência. O pedido foi feito pelo corregedor nacional, conselheiro Rinaldo Lima, e será usado na investigação sobre a atuação do promotor do caso, Thiago Carriço de Oliveira.

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