Catarinense condenado por estupro da enteada é preso em Portugal

Homem de 49 anos foi condenado entre 2012 e 2013 pelo estupro da enteada de oito anos e fugiu para a Europa; Justiça aguarda extradição dele que é natural de Criciúma, no Sul de SC

Um homem de 49 anos que estava foragido foi preso em Portugal na última semana e a Justiça aguarda extradição dele para Criciúma, no Sul de Santa Catarina.  O criciumense foi condenado por estupro da própria enteada e foi localizado e preso no dia 21 de julho pela Polícia Judiciária Portuguesa.

Condenado entre 2012 e 2013, o homem fugiu para a Itália antes de ser preso. A condenação foi por estupro de vulnerável e tem uma pena de 23 anos e quatro meses em regime fechado.  A enteada que foi vítima do homem, tinha oito anos de idade na época.

“Quando a sentença se tornou definitiva ele fugiu para a Itália e não tinha mandado ainda expedido junto a Interpol. Não tinha sido traduzido. Início desse ano o juiz deferiu nosso pedido e foi incluído na lista vermelha dos mais procurados da Interpol. Com isso intensificamos nosso trabalho para juntar informações e  encontrar o paradeiro dele”, conta o advogado, Thiago Turazzi.

Homem de 49 anos fugiu para a Europa após condenação pro estupro de vulnerável em Criciúma – Foto: DivulgaçãoHomem de 49 anos fugiu para a Europa após condenação pro estupro de vulnerável em Criciúma – Foto: Divulgação

Turazzi e o advogado Antônio Salfer representam a família da vítima como assistente de acusação. Eles, então, localizaram o criciumense e trocaram informações com a Polícia portuguesa que culminou na prisão dele.

“Encontramos, trocamos informações com a Interpol, trocamos informações com a Polícia Judiciário de Lisboa e culminou com a prisão dele e aguardamos a extradição dele”, explica Turazzi.

Estupro comprovado por laudos periciais

Laudos periciais comprovaram que o homem estuprou a enteada por pelo menos 10 vezes, o que culminou com a perda da virgindade da menina de oito anos. A sentença definitiva saiu no ano de 2017 quando o Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmou a decisão da primeira instância do judiciário. Foram negados os recursos para a defesa do acusado.

Porém entre a sentença e o mandado de prisão, que foi expedido em 2018, o homem fugiu para a Itália.  Porém, o mandado de prisão ainda não havia sido traduzido. Foi então que os advogados conseguiram que isto acontecesse no início deste ano e colocaram o nome do criciuma na lista de mais procurados da Interpol.

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