Condenado homem que matou ex-esposa na Beira-Mar de São José em 2019

Luciano Pereira foi sentenciado a mais de 24 anos de prisão. Crime aconteceu em maio de 2019

Luciano Pereira, de 44 anos, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão em regime fechado por matar a ex-companheira Aline Rodrigues Camargo Pereira, de 37 anos, a facadas, na Beira-Mar de São José, no dia 8 de maio de 2019.

Familiares da vítima levaram faixas pedindo “Justiça” – Foto: Reprodução/NDFamiliares da vítima levaram faixas pedindo “Justiça” – Foto: Reprodução/ND

Luciano foi preso em flagrante na ocasião. O júri teve início às 9h desta quarta-feira (20), no Fórum de São José. Familiares e amigos da vítima levaram faixas com os dizeres “Justiça” e “chega de violência”, e protestaram em frente ao local.

O réu foi condenado a 24 anos e seis meses por homicídio triplamente qualificado: feminicídio, motivo torpe e recurso que dificulte ou impossibilite a defesa da vítima. E a três meses e 15 dias de detenção por descumprir a medida protetiva que o impedia de se aproximar de Aline.

A juíza Cristina Lerch Lunardi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de São José, negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Relembre o caso

Na tarde do dia 8 de maio de 2019, Aline Rodrigues Camargo Pereira foi assassinada com golpes de faca principalmente na região do peito e do pescoço, sem chance de defesa.

Aline foi morta na Beira-Mar de São José – Foto: DivulgaçãoAline foi morta na Beira-Mar de São José – Foto: Divulgação

Ao praticar o crime, Luciano Pereira foi imobilizado por testemunhas ainda no local, antes da chegada da Guarda Municipal. Ele foi preso em flagrante.

Logo foi acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), enquanto agentes da Guarda realizavam os procedimentos de primeiros socorros. A vítima, no entanto, não resistiu.

Vítima tinha medida protetiva contra o ex-marido

Aline era servidora da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital). Segundo informações repassadas pela autarquia, ela havia mudado o local de trabalho há pouco mais de um mês para evitar contato com o ex-marido.

Ainda de acordo com a Autarquia, o pedido de mudança de local de trabalho foi atendido imediatamente. Ela havia sido transferida do Norte da Ilha para Coqueiros e orientada a buscar a medida protetiva.

Aline (E) participou de ação durante o carnaval de 2019 na Passarela Nego Quirido – Foto: Cristiano Andujar/PMF/NDAline (E) participou de ação durante o carnaval de 2019 na Passarela Nego Quirido – Foto: Cristiano Andujar/PMF/ND

A delegada da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), Juliana Oss Dallagnol, informou que a vítima havia registrado boletim de ocorrência em abril de 2019 por ameaça.

Na ocasião, Aline fez o relato, mas não teria manifestado o interesse de representar criminalmente.

O crime de ameaça é uma ação penal pública condicionada, ou seja, depende de representação do denunciante. Mesmo assim, a delegada afirma que o procedimento foi instaurado.

ND+ confirmou ainda que Aline havia conseguido a medida protetiva na Justiça, que estava em vigor desde o início de abril e que determinou o afastamento, a proibição de contato e a obrigação de ele comparecer na delegacia para atendimento psicológico.

A mulher havia saído de casa em janeiro por conta das ameaças de morte. Aline deixou um filho de 11 anos, fruto do relacionamento com Luciano.

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