Defesa da acusada de matar grávida de Canelinha deve pedir novo laudo psicológico

De acordo com o laudo do IGP, a acusada é sã e poderá ser julgada pelo crime. De acordo com a defesa, um novo exame será solicitado

O laudo de perícia judicial, solicitado pela defesa da acusada de matar uma mulher grávida e roubar o bebê, em Canelinha, apontou que ela é mentalmente sã e poderá ser julgada pelo crime. Com o laudo, o processo, que estava suspenso, será retomado.

A defesa de Rozalba Maria Grime deve solicitar uma contraprova do laudo, desta vez com um psiquiatra particular. O advogado Rodrigo Goulart, responsável pela defesa da ré, acredita que o pedido deve ser deferido e o novo laudo deva sair em até 30 dias.

Defesa da acusada de matar grávida em Canelinha deve pedir novo laudo psicológico. – Foto: Arquivo pessoalDefesa da acusada de matar grávida em Canelinha deve pedir novo laudo psicológico. – Foto: Arquivo pessoal

Rozalba, de 26 anos, foi denunciada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pelo homicídio da grávida, com a intenção de roubar o bebê. O caso aconteceu em agosto.

Os exames foram realizados pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) e concluíram que a ré “não possui qualquer transtorno psiquiátrico, doença mental, perturbação da saúde mental ou desenvolvimento incompleto ou retardado”.

O marido de Rozalba, Zulmar Schiestl, de 44 anos, havia sido denunciado também, inicialmente, por participação no crime. Ele chegou a ser preso preventivamente. No entanto, a análise das provas concluiu que ele foi enganado pela esposa. Ele foi solto, a pedido do MP.

Se nenhum outro elemento surgir no ao longo do processo, Zulmar também deve ser excluído da denúncia apresentada pela possível prática dos crimes de feminicídio, tentativa de homicídio, parto suposto, subtração de incapaz e ocultação de cadáver. Na ação penal, que já foi recebida pelo Judiciário, o MPSC requer que os denunciados sejam submetidos ao julgamento do Tribunal do Júri da comarca de Tijucas.

Relembre o caso

A jovem assassinada estava grávida de oito meses quando foi levada pela suspeita até uma cerâmica desativada, com o pretexto de participar de um chá de bebê surpresa.

Segundo a denúncia do Ministério Público, ao chegar ao local, a mulher usou um tijolo para agredir a jovem, que ficou desacordada. Com a vítima desacordada, a acusada usou um estilete para realizar o parto forçado do bebê, que também ficou ferido.

Na sequência, ela levou a criança até o hospital, alegando que teve um parto às pressas, na rua, e que precisava de atendimento. As lesões da criança chamaram a atenção da equipe médica, que acionou a polícia.

A jovem estava desaparecida desde o dia 27 de agosto e o corpo foi encontrado no dia seguinte. Ela foi sepultada no dia 29, em Canelinha, mesmo dia em que a prisão dos então suspeitos foi convertida em preventiva. O companheiro, no entanto, teve a prisão revogada após investigações concluírem que ele havia sido enganado por Rozalba.

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