Entenda como atuava grupo que cobrava empresários de SC de forma violenta

Quatro integrantes do grupo que contava com policiais e bombeiros militares foram condenados a 76 anos de prisão por cobrar dívidas com graves ameaças e violência

Envio de coroa de flores fúnebres, ligações anônimas, disparos de arma de fogo contra a fachada do estabelecimento e residências das vítimas, estas são algumas das formas com que integrantes de um grupo criminoso cobrava empresários no Vale do Itajaí.

O juízo da Vara Criminal da comarca de Brusque condenou quatro integrantes deste grupo envolvido em um esquema de cobrança, as ameaças e ataques foram registrados entre 2009 e 2010.

Grupo enviava coroa de flores fúnebre e atirava contra estabelecimentos dos devedores para assustar – Foto: DivulgaçãoGrupo enviava coroa de flores fúnebre e atirava contra estabelecimentos dos devedores para assustar – Foto: Divulgação

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o grupo criminoso composto de um segurança, um empresário, um motorista, um vigia, um bombeiro militar e três policiais militares realizava as coações e as extorsões.

As vítimas, dois proprietários de uma empresa têxtil, teriam uma dívida de R$ 140 mil referente à compra de cargas de plumas de algodão.

Conforme relatório de investigação policial, o bombeiro e os policiais não foram indiciados em virtude do determinado na Portaria n. 04/2017, da Corregedoria da Polícia Civil, que transfere para a Justiça Militar o julgamento de militares que cometerem crimes contra civis.

Os demais réus foram condenados pelos crimes de extorsão mediante concurso de duas ou mais pessoas e com emprego de arma de fogo, por pelo menos quatro vezes, e associação criminosa armada. Juntos, os quatro réus foram condenados a 76 anos. As penas variam de um ano e seis meses a 23 anos e seis meses.

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Justiça SC

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