Família de traficantes do Alto Vale do Itajaí é condenada a 150 anos de prisão

Eles comandavam a distribuição de drogas para seis municípios a partir de uma casa de prostituição em Apiúna; no total, 12 pessoas foram condenadas

A Justiça de Santa Catarina condenou 12 pessoas, sendo sete da mesma família, envolvidas em um esquema de tráfico de drogas no Alto Vale do Itajaí. As penas dos condenados, somadas, chegam a 150 anos de prisão.

O esquema levava, principalmente, maconha, cocaína, crack e ecstasy, do litoral para Apiúna, de onde o tráfico era controlado por meio de uma casa de prostituição, comandada pelo chefe do grupo e pela companheira dele. De lá, as drogas eram distribuídas para Taió, Lontras, Presidente Getúlio, Ibirama e Rio do Sul.

A investigação que desmontou o grupo criminoso, foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ibirama, em conjunto com a Polícia Militar de Rio do Sul e culminou na Operação Sob Nova Direção, deflagrada em novembro de 2018 com apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas).

Condenações

A maior pena foi determinada para o chefe do grupo. Ele foi condenado a 22 anos e dois meses de reclusão mais dois anos de detenção pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo e exploração de casa de prostituição.

A companheira do chefe foi condenada a 20 anos e oito meses de reclusão mais dois anos e quatro meses de detenção, também pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e exploração de casa de prostituição.

Além do chefe e da mulher dele, a boate também era gerenciada, em momentos distintos, pela irmã e pelo pai do chefe do grupo, que a mando dos proprietários coordenavam o tráfico no local.

A irmã foi condenada a 14 anos de reclusão, já o pai recebeu a pena de 12 anos e 10 meses de reclusão, mais um ano de detenção, pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas e exploração de prostituição. O pai do chefe do grupo também foi condenado por posse ilegal de arma de fogo.

Outras duas pessoas da família tinha posição importante na associação: a mãe e a tia do chefe, que auxiliavam na estocagem de drogas para o grupo em Penha, no Litoral. A mãe foi condenada a 14 anos de reclusão mais um ano de detenção pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas e de posse e porte ilegal de arma de fogo.

Já a tia foi sentenciada a 12 anos e dez meses de reclusão por tráfico e associação para o tráfico de drogas e de porte ilegal de arma de fogo.

Um integrante da quadrilha que era responsável pelo transporte da droga de Penha para Apiúna e pelo mapeamento de novos pontos de tráfico, além de informar sobre as movimentações de usuários de drogas e da polícia, foi condenado a cinco anos e seis meses de reclusão por associação para o tráfico de drogas.

Outro integrante da organização, que não era da família, também tinha a função de transportar as drogas para o Alto Vale e foi condenado a nove anos de reclusão por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Além da boate, os entorpecentes eram levados para as casas do irmão do chefe e de outra integrante do grupo criminoso em Ibirama. Os dois foram condenados, respectivamente, a nove anos e um mês e a nove anos e 11 meses de reclusão, ambos pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Além de todas as ações listadas, todo o grupo vendia drogas diretamente aos usuários. Nesta atividade eles ainda contavam com o apoio, ainda que esporádico, de mais duas pessoas, condenadas a sete anos e 11 meses e a cinco anos e 10 meses de reclusão, também por tráfico de drogas.

A sentença que condenou o grupo de criminosos foi proferida pelo juízo da 2ª Vara da Comarca de Ibirama no dia 26 de janeiro. Além das penas de prisão, os envolvidos deverão pagar multas que somam cerca de R$ 600 mil.

Dos 12 réus, nove, que foram presos preventivamente ainda na fase de investigação, não poderão apelar da sentença em liberdade, mas a decisão é passível de recurso. Os nomes dos condenados foram omitidos porque  processo tramita em segredo de justiça.

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