Formandos enganados em Itapiranga devem ser indenizados em R$ 260 mil

Acusado de 30 anos não teria cumprido contrato para a realização das solenidades de formatura de quatro turmas de acadêmicos

Acadêmicos dos cursos de Medicina Veterinária, Agronomia e Arquitetura e Urbanismo foram vítimas de um crime de estelionato em Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina. As formaturas deveriam acontecer em 2019, mas o responsável pela solenidade dos eventos não cumpriu com o acordo e o prejuízo ultrapassa os R$ 260 mil.

Formandos de quatro turmas sofreram crime de estelionato em Itapiranga – Foto: Pixabay/Divulgação/NDFormandos de quatro turmas sofreram crime de estelionato em Itapiranga – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

A Justiça condenou o proprietário da empresa, um homem de 30 anos, a indenizar as 62 vítimas. Segundo informações do processo, o dono da empresa adotou o mesmo método de abordagem em todos os crimes apurados.

O acusado teria ludibriado as turmas de formandos para que contratassem os seus serviços de organizador de eventos, porém não executou o que havia acordado.

“A vantagem indevida, assim como o induzimento em erro das vítimas que acreditavam estar contratando uma empresa séria, que realizaria os eventos da forma e na data acordada, restou comprovada, pois demonstrado o prejuízo sofrido por todos os formandos em favor do réu, o qual percebeu os valores conforme comprovantes anexados, sem, contudo, cumprir com as contratações efetivadas pelas turmas”, escreveu o juiz.

O empresário foi acusado a cumprir pena de pouco mais de 2 anos em regime aberto, diminuída em prestação de serviços à comunidade. Ele também deverá pagar dois salários mínimos ao Conselho da Comunidade da Comarca de Itapiranga, mais pena de multa de 330 dias/multa, à razão unitária de um trigésimo do salário mínimo vigente à época do fato.

O empresário também foi condenado ao pagamento mínimo de R$ 260.813 a todas as 62 vítimas envolvidas, com correção monetária pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor) e juros de 1% ao mês, desde as datas dos delitos em fevereiro de 2019.

A decisão cabe recurso.

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Justiça SC