Homem que estuprou mulher dentro de loja em Joinville é condenado

Celso do Rocio da Silva Pinto, 70 anos, estuprou vítima dentro de loja após usar técnica de hipnose

Celso do Rocio da Silva Pinto, 70 anos, que estuprou uma jovem de 24 anos dentro de uma loja em Joinville, foi condenado a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Além disso, ele foi condenado ao pagamento de 20 dias-multa no valor de um trigésimo do salário mínimo.

Ele foi enquadrado nos crimes de estupro de vulnerável (art. 217 do Código Penal) com pena de 12 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão; e roubo (art. 157) com pena de 7 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão, pois, além de estuprar, Celso roubou R$ 200 reais em dinheiro da vítima.

acusado de estuprar jovem é presoSuspeito de estupro em loja foi preso pela PM em hotel, em Joinville – Foto: NDTV/Record TV

O crime ocorreu no dia 22 de outubro do ano passado dentro de uma loja localizada na rua João Colin, Centro de Joinville. Ele entrou  na loja, abordou a atendente, que estava sozinha no momento, e disse que iria fazer uma evangelização.

Ele pediu para que ela escrevesse algumas frases em um papel e em seguida repetisse alguns movimentos, utilizando uma técnica semelhante à hipnose a fim de deixar a vítima incapacitada. Por isso, inclusive, ele foi julgado pelo crime de estupro de vulnerável, quando a vítima não pode oferecer resistência.

Após esse ritual, a jovem parecia uma boneca nas mãos do suspeito, descreveu a Polícia Civil, que viu as imagens da câmara de segurança, ouviu a vítima e prendeu o suspeito no mesmo dia.

Extensa ficha criminal

Celso do Rocio da Silva Pinto é acusado de crimes sexuais desde os anos 1970. Processos somam mais de 700 páginas.

 A primeira prisão que se tem registro foi em 1976, quando ele foi preso ao se passar por ginecologista e tentar realizar exames ginecológicos em moradoras de um condomínio de Curitiba, sua terra natal.

A partir de então, nos últimos 44 anos, a ficha criminal se tornou extensa. Entre as passagens policiais, acusações e condenações por crimes sexuais cometidos em três estados: Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Diário do Paraná noticiou crime cometido em 1976, em Curitiba – Foto: ReproduçãoDiário do Paraná noticiou crime cometido em 1976, em Curitiba – Foto: Reprodução

As penas somadas dos crimes pelos quais foi condenado terminariam no dia 14 de abril de 2022, mas Celso estava em livramento condicional desde setembro de 2018, cumprindo sua sentença em regime semiaberto.

A primeira condenação aconteceu em 2008, em Piracicaba, interior de São Paulo. Ele foi condenado pelo crime de atentado violento ao pudor, cometido em fevereiro de 2002. À época, ele usou o mesmo pretexto utilizado para estuprar a jovem em uma loja do Centro de Joinville: se passou por religioso.

A vítima, uma jovem de 17 anos, contou à polícia e à Justiça, que Celso entrou na escola de informática da família dizendo que o pai dela havia pedido para que ele fizesse orações. Em uma sala reservada, ele teria citado trechos da Bíblia e, depois, praticou o abuso.

Em 2011, mais uma condenação, desta vez, em Santa Catarina. Celso foi condenado por importunação sexual em novembro, três meses após cometer o crime. Em Blumenau, nova condenação por estupro. O crime foi cometido em junho e ele foi condenado em dezembro.

No Paraná, Celso tem uma condenação de mais de 16 anos por crimes sexuais e foi o Estado vizinho que concedeu a condicional em setembro de 2018. Poucos dias antes de chegar em Joinville, ele ainda tentou um indulto, com o objetivo de ser “perdoado”. O pedido foi negado pela juíza Daniele Miola.

Cumprindo a pena em liberdade, Celso continuou cometendo crimes e chegou em Joinville para, novamente, estuprar uma mulher.

Como a sentença é de primeiro grau, da Vara Criminal da comarca de Joinville, Celso do Rocio da Silva Pinto ainda tem direito a recurso.

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