Homem que matou vizinho por causa de som alto é condenado a 12 anos de prisão em Chapecó

Leandro Sotó Zeferino é condenado por matar Luciano da Silva Rodrigues em maio de 2019 quando participava de confraternização com amigos

A Justiça condenou Leandro Sotó Zeferino por homicídio qualificado pela morte de Luciano da Silva Rodrigues. O crime ocorreu em maio de 2019, em Chapecó, no Oeste catarinense. O julgamento ocorreu na última segunda-feira (14) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Chapecó. Leandro já estava preso preventivamente e sua pena foi de 12 anos em regime fechado. A sentença é passível de recurso.

Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e condenou o homem por homicídio qualificado pelo motivo torpe – Foto: Divulgação/NDConselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e condenou o homem por homicídio qualificado pelo motivo torpe – Foto: Divulgação/ND

O motivo do crime foi o som alto em uma festa próximo a casa dele. Segundo a 11ª Promotoria de Justiça, Leandro estava incomodado com o barulho e, por isso, foi até a festa e pediu para diminuírem o volume do som.

Mais tarde, por volta das 4h30, Leandro voltou até o local com uma arma de fogo e uma faca. Ele atirou no som automotivo e para cima. Uma testemunha e a vítima foram, então, tentar falar com ele e, nesse momento, Luciano foi atingido na cabeça ao ter afirmado ‘atire se tu é homem’. Em seguida, Leandro ameaçou matar mais pessoas se todos não fossem embora.

Nas alegações finais do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a promotora de Justiça Marta Fernanda Tumelero enfatizou que Leandro tinha intenção de matar.

“A intenção é notória, isso porque ninguém sai da sua casa portando um rifle e uma faca simplesmente para ‘assustar alguém’, ainda mais com dois carregadores, com capacidade de 10 munições cada um, conforme o próprio acusado relatou quando ouvido em juízo”, argumentou.

No julgamento, o promotor de Justiça Bruno Poerschke Vieira sustentou que Leandro cometeu o crime motivado por razão torpe.

“Existiam outros métodos, como o acionamento da Polícia Militar, que poderiam solucionar o problema da perturbação do sossego. Além disso, o homicídio foi praticado de forma gratuita e covarde, num local em que havia inúmeras pessoas, motivado simplesmente pela sua insatisfação com o volume do som da festa, alvejando a vítima, que inclusive se encontrava desarmada, com um disparo à queima-roupa, no meio de sua testa”, concluiu.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Chapecó e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Justiça SC

Loading...