Júri condena homem que matou pai de amigo após briga em Caxambu do Sul

Uma mulher teria sido o motivo da discussão entre os amigos horas antes do crime; a vítima estava na janela de casa quando foi atingida por tiro

O Tribunal de Justiça da comarca de Chapecó, no Oeste catarinense, condenou Jonas Ferreira a 14 anos de prisão pelo homicídio do pai de um amigo e por porte ilegal de arma de fogo. O júri ocorreu na última sexta-feira (18). A defesa vai recorrer da decisão ainda nesta semana.

Homem é condenado a 14 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo – Foto: Fórum de Chapecó/Divulgação/NDHomem é condenado a 14 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo – Foto: Fórum de Chapecó/Divulgação/ND

O crime aconteceu em janeiro de 2017 na cidade de Caxambu do Sul, distante 32 km de Chapecó. A denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) relata que Jonas foi até a casa de Ivandro Sagais, que na época dos fatos era seu amigo, e disparou diversas vezes contra a casa com uma arma de fogo. Um dos tiros atingiu e matou o pai de Ivandro, Ivanor Sagais, que estava na janela no momento dos disparos.

De acordo com ação penal ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, Jonas frequentava a casa da família da vítima e tinha uma boa relação com todos. Horas antes do crime, os amigos teriam discutido por causa de uma mulher.

Jonas foi preso preventivamente no curso do processo penal por ter se envolvido em outros atos ilícitos e ameaçado a esposa e o filho da vítima, que testemunharam o crime.

Durante o júri, o promotor Átila Guastalla Lopes sustentou que Jonas era muito próximo da família da vítima, por ser amigo de Ivandro e, assim, a vítima “não tinha razões, próximas ou remotas, para esperar um ataque semelhante, estando impossibilitado de exercer qualquer atividade defensiva”.

O conselho de sentença considerou o réu culpado pelos crimes de homicídio qualificado (por ter dificultado a defesa da vítima) e porte ilegal de arma de fogo, e terá que cumprir a pena de 14 anos de reclusão.

Em contato com o advogado de Jonas, Vilmar Araújo de Souza, o ND+ foi informado nesta manhã de segunda-feira (21) que ainda nesta semana a defesa entrará com recurso contra a decisão.

“Vamos entrar com recurso de apelação sobre o fundamento do tribunal de júri porque entendemos que foi contrária a prova dos autos. Não havia certeza que o tiro que matou a vítima de fato tenha partido da arma de Jonas”, comenta o advogado.

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Justiça SC

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