Justiça concede reintegração de posse e casarão histórico de Blumenau será reformado
Proprietários vão tomar posse do imóvel nesta quinta-feira (4) e reparos emergenciais vão começar pelo telhado
A Justiça concedeu a reintegração de posse aos proprietários do casarão histórico do bairro Itoupavazinha, em Blumenau, que perdeu parte do telhado com as chuvas que atingiram o Vale do Itajaí há cerca de duas semanas.

Com isso, os donos do imóvel vão iniciar as obras emergenciais solicitadas pela Defesa Civil para evitar que a estrutura ceda ou que mais partes do telhado caiam sobre a via.
De acordo com o advogado que representa os proprietários, Marco Antônio Felisberto, o processo de reintegração de posse já tramitava desde 2020, mas foi afetado pelas pausas do Judiciário por conta da pandemia de coronavírus.
O advogado explica que, por conta dos danos provocados pelas chuvas, foi apresentado um novo pedido liminar de reintegração de posse, que foi deferido nesta quarta-feira (3). Com isto, os proprietários pretendem iniciar os reparos o mais breve possível.
“Hoje (4) já tive contato com a Oficial de Justiça e à tarde vamos tomar a posse do imóvel legalmente, vamos entrar no local, colocar os tapumes, cercar como a Defesa Civil nos solicitou e iniciar os trabalhos na parte do telhado, que é o mais urgente. A estrutura é rígida, o telhado é a parte mais afetada e se desse mais chuva ou até vento poderia voltar a cair na via”, explica.
Restauração
Na sequência dos reparos emergenciais, Felisberto explica que os proprietários pretendem seguir com a restauração do imóvel, que é tombado pelo patrimônio histórico.
De acordo com o advogado, o projeto de restauro já foi feito, dentro das especificações exigidas pelas leis de tombamento, porém, não foi possível seguir com os trabalhos por conta da ocupação irregular.

A partir de agora a ideia é prosseguir com as obras, que foram avaliadas em cerca de R$ 700 mil. Os proprietários pretendem definir o cronograma de trabalho e iniciar a recuperação nos próximos meses. Já o destino do imóvel só deve ser definido depois que s obras forem concluídas.
Na época da construção, em 1888, o casarão funcionava como estabelecimento comercial – abrigou por determinados períodos uma casa de carnes e uma loja de tecidos. Depois o imóvel ficou fechado e abandonado, pois, segundo o advogado Marco Antônio Felisberto, esperava definições de inventário, e servia de abrigo para pessoas em situação de rua.
Família recebeu apoio da assistência social
A família que ocupou o imóvel por cerca de 10 anos teve que deixar o local após uma recomendação da Defesa Civil, diante do risco de colapso da estrutura. No local residiam Pedro Vieira de Freitas, de 70 anos, com a esposa e dois filhos.
Eles vão viver em uma quitinete paga com o aluguel social oferecido pela prefeitura. Apesar de terem entrado com pedido de usucapião da propriedade há oito anos, com a reintegração de posse, a casa passa definitivamente ao poder dos proprietários.
Veja outras fotos do casarão:
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