Justiça condena 20 membros de facção criminosa no Sul de SC

Réus foram alvos da 'Operação Prato Frio' deflagrada pela Polícia Civil nos municípios de Balneário Gaivota, Sombrio, Araranguá e Balneário Arroio do Silva em 2018

A Justiça catarinense condeu 20 membros de uma facção criminosa que atua em todo o Estado, na Comarca de Sombrio. Entre os condenados está o líder regional do grupo e lideranças locais.

As penas aplicadas aos réus variam entre cinco e 10 anos de prisão por organização criminosa. Alguns dos condenados, respondem também por tráfico de drogas em outros processos. Dos condenados, 13 deverão cumprir as penas em regime fechado, e os demais em regime semiaberto.

Os 20 réus condenados foram alvo da ‘Operação Prato Frio’ deflagrada pela Polícia Civil em 2018 no extremo Sul do Estado – Foto: Polícia Civil/Divulgação/NDOs 20 réus condenados foram alvo da ‘Operação Prato Frio’ deflagrada pela Polícia Civil em 2018 no extremo Sul do Estado – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Os réus foram investigados pela ‘Operação Prato Frio’, deflagrada pela Polícia Civil em 2018 nos municípios de Balneário Gaivota, Sombrio, Araranguá e Balneário Arroio do Silva, no Extremo-Sul do Estado. Na época foram cumpridos 38 mandados de prisão preventiva e 35 de busca e apreensão. 

Durante investigações 23 pessoas foram identificadas

De acordo com a denúncia apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça de Sombrio, a partir da investigação do tráfico de drogas na região em 2017, foi identificada a atuação da facção criminosa no Sul do Estado, o que também passou a ser apurado, culminando na operação realizada em 2018.

A continuidade das investigações policiais permitiu individualizar a conduta de 23 pessoas que passaram a atuar em nome da facção criminosa, estabelecendo o papel de cada uma delas na organização, desde o líder regional, contato direto com as lideranças estaduais até seus principais subalternos e outros integrantes do grupo criminoso organizado.

Envolvidos respondem por tráfico de drogas

Sete dos envolvidos, foram denunciados também por tráfico de drogas e associação para o tráfico em outra ação, já julgada e em grau de recurso.

Cinco deles foram condenados a penas que variam entre 10 e 16 anos de prisão, em regime inicial fechado, e dois foram absolvidos. O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça das absolvições, mas o recurso ainda não foi julgado.

A Promotoria de Justiça informou que também irá recorrer da decisão que absolveu três dos réus do crime de organização criminosa e avalia, ainda, a possibilidade de buscar penas mais altas para os demais envolvidos.

Os réus poderão recorrer da decisão.  Não foram informados mais detalhes porque a ação corre em segredo de justiça.

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