Justiça confirma Júri de homem acusado de asfixiar companheira

Segundo as investigações preliminares, ele estaria inconformado com o possível fim do relacionamento amoroso. O casal estava junto havia cinco anos

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) negou recurso do acusado de matar a companheira, em Criciúma, na madrugada de 3 de junho de 2017. Ele enfrentará o júri popular, ainda sem data definida. Conforme a denúncia do Ministério Público, com a intenção de matar, “mediante o emprego de ação mecânica de compressão do pescoço, o réu asfixiou a vítima, causando-lhe a morte”.

De acordo com o MP, o crime foi cometido por motivo torpe e repugnante – Foto: Divulgação / Polícia CivilDe acordo com o MP, o crime foi cometido por motivo torpe e repugnante – Foto: Divulgação / Polícia Civil

Segundo as investigações preliminares, ele estaria inconformado com o possível fim do relacionamento amoroso. O casal estava junto havia cinco anos.

Ainda de acordo com o MP, “o crime foi cometido por motivo torpe, repugnante e vil, na medida em que o denunciado ceifou a vida da vítima pelo simples fato de que esta estava querendo romper o relacionamento que mantinham”.

A denúncia sublinha “o meio foi cruel, uma vez que para matar a vítima foi usado o recurso de asfixia, causando grande sofrimento nos instantes anteriores à sua morte”.

Inconformado com a pronúncia, o advogado do acusado recorreu ao TJ, mas não teve sucesso. De acordo com a relatora da apelação, desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, há nos autos indícios de materialidade e autoria do crime.

Segundo a magistrada, a tese de que a mulher teria se suicidado – hipótese levantada pelo acusado – parece ser a menos provável.  O réu alega que encontrou a vítima com uma calça jeans enrolada no pescoço.

Ainda há suspeitas, sempre segundo o processo, de que a cena do crime teria sido modificada. Com a decisão, unânime, o réu enfrentará o tribunal do júri.

+

Justiça SC

Loading...