Justiça marca audiência para definir se pai que matou filha em SC vai a júri popular

Acusado de matar a própria filha, Claudinei Tizon tem primeiro encontro marcado com a Justiça

A Justiça de Santa Catarina marcou para o dia 5 de julho a audiência de instrução e julgamento de Claudinei Tizon, acusado de matar a própria filha, Géssica Dias Tizon, e esfaquear quatro pessoas da família em Rodeio, no Vale do Itajaí.

Géssica Dias Tizon tinha 21 anos quando foi assassinada pelo próprio pai – Foto: Reprodução/Redes Sociais/NDGéssica Dias Tizon tinha 21 anos quando foi assassinada pelo próprio pai – Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND

A audiência será realizada via videoconferência. Conforme a decisão do Tribunal de Justiça, Claudinei acompanhar o ato e será interrogado no Presídio Regional de Blumenau, onde cumpre prisão preventiva desde o crime.

Na ocasião, o juiz deve ouvir as testemunhas relacionadas pela acusação e pela defesa e, por último o réu. Após isso, há um prazo para que o juiz analise os depoimentos e dê a sentença de pronúncia, que vai determinar se o acusado vai encarar o Tribunal do Júri.

Conforme consta nos autos, a defesa de Tizon relacionou nove pessoas – oito na condição de testemunhas e uma como “informante”, mas, a legislação permite que, no total, apenas oito pessoas – independente da forma como são classificadas.

Pena pode chegar a 90 anos

Acusado de matar a própria filha, Tizon também vai responder pela tentativa de feminicídio da ex-mulher e da ex-sogra e tentativa de homicídio do ex-sogro e ex-cunhado. Por conta das acusações, Claudinei poderá se sentenciado a até 90 anos de prisão.

Relembre o caso

O crime aconteceu na localidade de Rio Belo, em Rodeio, no dia 12 de abril. Após a ex-mulher, Claudete Dias, registrar um boletim de ocorrência por conta das agressões que sofria, Claudinei atacou a família com uma faca e matou a filha mais velha, Géssica, de 21 anos.

Além de matar a filha, ele também esfaqueou outras quatro pessoas da família: a ex-mulher, o ex-sogro, a ex-sogra e o ex-cunhado.

Segundo informações da Polícia Militar, o agressor teria dado tiros com um rifle calibre .22 antes de golpear fatalmente a filha com uma faca.

No dia 13 de abril, a Justiça acatou o pedido da Polícia Civil e converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva de Claudinei, pelo assassinato da própria filha.

Em entrevista exclusiva ao Grupo ND, Claudete Dias contou como a relação de Claudinei com a família se tornou conturbada e repleta de episódios de agressão e tortura, física e psicológica, antes de terminar e tragédia.

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