Justiça nega liberdade para acusado de matar médica em Itapema e fugir para o RS

Acusado ficou foragido no Rio Grande do Sul e foi preso mais de um ano após o crime, que aconteceu em março de 2020

Preso desde abril, a defesa do homem acusado de assassinar uma médica em Itapema em março do ano passado pediu à Justiça a liberdade do homem. O pedido, no entanto, foi negado.

Ireno Nelson Pretzel é acusado de matar a médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020, em Itapema – Foto: Reprodução/NDIreno Nelson Pretzel é acusado de matar a médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020, em Itapema – Foto: Reprodução/ND

Ele estava foragido e foi preso em abril no Rio Grande do Sul. Segundo o delegado responsável pela prisão, ele já tinha inclusive uma nova namorada no município gaúcho de Charqueadas.

Ireno Nelson Pretzel, de 65 anos, foi preso em flagrante no dia no crime, 20 de março de 2020, e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pelo juízo da Vara Criminal da comarca de Itapema.

Em junho do mesmo ano, no entanto, ele foi solto por decisão da Justiça. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) entrou com recurso e a prisão preventiva reestabelecida em setembro, mas Ireno ficou foragido até abril deste ano.

O advogado do acusado argumentou que não há risco que Ireno fuja, pois ele teria cumprido todas as medidas cautelares enquanto estava em liberdade provisória.

Segundo o advogado, o acusado tem diabetes e poderia morrer diante de “condições precárias da estrutura carcerária”, em meio à pandemia. No entanto, para o desembargador José Everaldo Silva, “a gravidade do fato e a fuga do paciente para longe do distrito da culpa são motivos que respaldam a prisão cautelar”.

A decisão de manter Ireno preso foi unânime. O processo tramita em segredo de justiça.

Lúcia era médica pediatra e foi encontrada morta no apartamento de veraneio da família, onde passava os primeiros dias de quarentena, em 2020 – Foto: Arquivo pessoalLúcia era médica pediatra e foi encontrada morta no apartamento de veraneio da família, onde passava os primeiros dias de quarentena, em 2020 – Foto: Arquivo pessoal

Relembre o caso

A médica Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz tinha 60 anos quando foi morta dentro da casa de veraneio da família, na região central de Itapema, logo no começo do lockdown imposto para evitar o contágio da Covid-19, ainda em março de 2020.

A PM (Polícia Militar) foi chamada por vizinhos por volta das 17h30 daquela sexta-feira, e precisou arrombar a porta do apartamento do casal para localizar a vítima. Ireno já havia deixado o imóvel, mas foi preso ao retornar para o apartamento, para pegar a carteira.

Ele contou à PM que agrediu a esposa durante uma discussão em que ela teria dado um tapa no rosto dele. Ireno é réu confesso do crime. Em março deste ano, Alex Blaschke Romito Almeida, o advogado de defesa do acusado, afirmou à reportagem do Grupo ND que, apesar de Ireno ter sido denunciado por feminicídio, a defesa entende que o crime se trata de homicídio simples.

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