Justiça ouve primeiras testemunhas de chacina em creche de Saudades

seis vítimas e sete testemunhas foram ouvidas nesta primeira audiência; episódio completou três meses na última quarta-feira (4)

A primeira audiência de instrução e julgamento do processo sobre a chacina na creche de Saudade, município localizado no Oeste de Santa Catarina, aconteceu na tarde desta quinta-feira (5).

Frente da creche com azulejo vermelho pró-infância AquarelaJustiça ouve primeiras testemunhas de chacina em creche de Saudades- Foto: Secom/Divulgação/ND

Na ocasião, seis vítimas e sete testemunhas foram ouvidas na sala passiva do fórum da comarca de Pinhalzinho, onde começou por volta de 13h30.

De acordo com o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), os depoentes pediram para não aparecer em fotos ou filmagens. Ainda conforme o TJSC, com o andamento das oitivas, o nervosismo deu lugar à emoção.

As seis vítimas foram as primeiras a falar. Uma por vez, cada uma contou o que viveu naquele 4 de maio na escola infantil Pró-Infância de Aquarela. Na ocasião, os depoimentos duraram cerca de 2h30.

Em seguida, foram ouvidas sete testemunhas, onde outras duas desistiram de participar. A audiência terminou por volta das 18h.

Apenas o depoente, a assessora jurídica e um estagiário ficaram na sala passiva. O juiz Cario Taborda, responsável por comandar os trabalhos, promotor e advogado participaram via internet, de seus locais de trabalho.

Próxima audiência com data definida

A segunda audiência está marcada para o dia 24 de agosto, onde outras 14 testemunhas devem ser ouvidas, além do acusado que foi denunciado por 19 crimes de homicídio, entre consumador e tentados.

Relembre o caso

O jovem de 18 anos invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela na manhã do dia 4 de maio. Armado de uma katana, uma espada japonesa, ele golpeou uma professora e uma agente educacional. Além disso, quatro crianças menores de dois anos também foram feridas. Três morreram.

Após o fato, ele ainda desferiu golpes com o arma branca contra o próprio corpo. Em seguida, foi levado ao hospital em estado grave, recebendo alta dias depois.

O único sobrevivente do ataque foi um bebê de um ano e oito meses. A criança teve alta do hospital após seis dias e passou por uma cirurgia no pulmão.

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