Médico suspeito de antecipar mortes de pacientes é afastado pela justiça de Itajaí

Caso não cumpram a determinação, Gustavo Deboni da Silva e o município de Itajaí pagarão multa de R$ 50 mil por dia

A  juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres, responsável pela Vara da Fazenda da comarca de Itajaí, determinou na segunda-feira (31), que o médico Gustavo Deboni da Silva deverá ficar afastado das funções até o julgamento de processo ético-profissional, em trâmite no CRM-SC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina).

Caso a determinação não seja cumprida, Deboni e o município de Itajaí, ambos deverão pagar multa de R$ 50 mil por dia. O médico que atuava no Hospital Marieta Konder Bornhausen é suspeito de acelerar a morte de pacientes portadores de alguma deficiência ou em estado grave, entre 2017 e 2019.

Médico suspeito de antecipar mortes de pacientes é afastado pela justiça de Itajaí – Foto: Reprodução internet

A tu​tela de urgência  foi emitida pela juíza, após a ação civil pública proposta pelo MPSC (Ministério Público).  O médico teve afastamento imediato do exercício de quaisquer atividade, tanto no Marieta, quanto em qualquer hospital de Itajaí.

Caso não cumpram a determinação, Gustavo Deboni da Silva e Itajaí pagarão multa de R$ 50 mil por dia – Foto: Reprodução internet

O inquérito civil foi realizado a partir da denúncia da universidade em que o médico leciona. O acusado teria praticado atos de ordem ilícita diante de um grupo de alunos do 12º período do curso de Medicina. As vítimas seriam pacientes atendidos no Marieta, entre 2017 a 2019.

Segundo o MPSC, há relatos de médicos e de acadêmicos que teriam presenciado condutas do médico no sentido de acelerar a morte de pacientes portadores de alguma deficiência ou em estado grave. O pedido de tramitação da ação em segredo de justiça foi negado.

“Por óbvio, não se pode deixar que um médico disponha da vida alheia como bem entenda, mormente porque a vida é o mais fundamental de todos os direitos, já que se constitui em pré-requisito à existência e exercício de todos os demais”, afirma a juíza Sônia.

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