Ministério Público pede Júri Popular a ex-padrasto que matou bebê de 2 anos em SC

Maitê Brambilla dos Anjos foi morta com uma facada no pescoço em Treze Tílias, no Meio-Oeste

O ex-padrasto acusado de matar Maitê Brambilla dos Anjos, de 2 anos, no dia 26 de abril deste ano em Treze Tílias, no Meio-Oeste, poderá ser julgado em Júri Popular. Esse é o pedido do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que apresentou na tarde desta quinta-feira (12) denúncia contra o homem. Na ação, o MPSC pede que o acusado seja julgado pelo Tribunal do Júri por se tratar de crime doloso contra a vida, com intenção de matar.

Ex-padrasto se entregou à polícia na manhã seguinte ao dia do crime – Foto: Reprodução/Éder Luiz/NDEx-padrasto se entregou à polícia na manhã seguinte ao dia do crime – Foto: Reprodução/Éder Luiz/ND

A ação foi apresentada pela Promotora de Justiça Francieli Fiorin, titular da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joaçaba, na mesma região. Ela sustenta que o crime foi qualificado pelo motivo torpe, pelo emprego de meio cruel, por ter sido praticado à traição e mediante meio que dificultou a defesa da vítima e por se tratar de feminicídio.

O crime foi praticado dentro da casa da família. O motivo do crime teria sido o desejo do acusado de se vingar da mãe da vítima em razão do término do relacionamento e do pedido para ele deixar a casa que dividiam. Segundo a denúncia, ele também cometeu o crime mediante traição porque, no dia dos fatos, ele se ofereceu para cuidar da pequena Maitê.

Maitê Brambilla dos Anjos foi morta com uma facada no pescoço – Foto: Arquivo Pessoal/NDMaitê Brambilla dos Anjos foi morta com uma facada no pescoço – Foto: Arquivo Pessoal/ND

Considerando a quantidade de golpes desferidos contra a vítima, tudo retratado em laudo pericial, a Promotora de Justiça também afirma ser inquestionável o emprego de meio cruel. A Promotora de Justiça acrescenta, ainda, que o crime foi cometido contra mulher por razão da condição de sexo feminino, uma vez que a violência se deu em âmbito doméstico e foi proveniente da convivência familiar.

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Justiça SC

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