MP acompanha caso de desaparecido após ação policial em Laguna

Diego Scott foi visto pela última vez no dia 15 de janeiro, após entrar em uma viatura da PM; dois policiais já foram afastados por suspeita de envolvimento no caso

O desaparecimento de Diego Bastos Scott, que foi visto pela última vez após entrar em uma viatura da PM (Polícia Militar), em Laguna, no último dia 15 de janeiro, completa quatro semanas nesta sexta-feira (12).

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Laguna, informou que está acompanhando as investigações da Polícia Militar, da Corregedoria do 28º Batalhão da PM e da DIC (Divisão de Investigação Criminal) sobre o caso.

Dois policiais militares suspeitos de envolvimento com os possíveis crimes relacionados ao caso já foram afastados.

Diego Scott não é visto desde o dia 15 de janeiro, após detenção policial – Foto: Reprodução/FacebookDiego Scott não é visto desde o dia 15 de janeiro, após detenção policial – Foto: Reprodução/Facebook

Diego não é visto desde o dia 15 de janeiro. Nessa data, a Polícia Militar foi chamada para atender a uma ocorrência e dois policiais militares o teriam algemado e colocado em uma viatura caracterizada.

As investigações avançaram com a realização de buscas em campo e por helicóptero, além de busca com o auxílio do Corpo de Bombeiros com o esvaziamento de uma piscina abandonada.

Apurações do Ministério Público seguem em andamento, e fiscalizam as diligências com expectativa de que em breve haja uma conclusão.

A apuração da 1ª Promotoria teve início no dia 21 de janeiro, quando o fato foi comunicado ao Ministério Público pelo advogado da família do desaparecido.

Acompanhamento do MP

No dia 22 de janeiro, a Promotora de Justiça Raíza Alves Rezende recebeu a companheira de Diego, Alexandra Joaquim, e instaurou uma notícia de fato para acompanhar o caso.

Desde então, o Ministério Público tem acompanhado as investigações e atuado para viabilizar a coleta de provas e as medidas cautelares necessárias para o bom andamento das apurações.

Um exemplo foi no afastamento dos policiais suspeitos – pedido pela Polícia Civil em representação feita pelo delegado Bruno Pereira Fernandes, que também solicitou que eles fossem proibidos de viajar para fora das comarcas em que residem.

“Ainda, no bojo do procedimento militar, afere-se que foram apresentadas declarações divergentes pelos policiais o que demonstra que, por cautela, devem ser suspensos das atividades no interior do Batalhão”, disse a procuradora.

“A medida também é necessária para garantia da ordem pública, tendo em vista a repercussão social causada pela notícia, já veiculada em jornais deste Estado, devendo ser resguardada a lisura, legalidade e transparência das investigações, evitando questionamentos acerca de eventual interferência dos suspeitos, que ainda atuam em atividades administrativas internas”, manifestou-se Raíza Alves Rezende, favoravelmente ao afastamento.

Investigação sob sigilo

Segundo a Promotora da Justiça, por ser um caso complexo, a atuação do Ministério Público, nesta etapa, tem o objetivo de contribuir para a celeridade e a transparência das investigações.

Visto que os procedimentos estão sob sigilo, o MPSC explicou que ainda não pode detalhar as apurações, “sob pena de prejudicar o esclarecimento do caso”.

A Polícia Civil informou que investiga o desaparecimento por meio da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Laguna, em inquérito policial instaurado. No entanto, não foram repassados mais detalhes sobre as apurações.

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