Mulher acusada de dar apoio no grande assalto a banco em Criciúma tem liberdade negada

Defesa alega que suspeita tem diabetes, motivo que justificaria pelo menos a concessão de prisão domiciliar; desembargadora rechaçou o pedido

O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) negou habeas corpus a defesa de uma mulher acusada de integrar a quadrilha responsável pelo roubo à agência do Banco do Brasil de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, no dia 30 de novembro de 2020.

Assalto aconteceu no dia 30 de novembro de 2020 – Foto: Caio Marcello/AGIF/Estadão ConteúdoAssalto aconteceu no dia 30 de novembro de 2020 – Foto: Caio Marcello/AGIF/Estadão Conteúdo

A decisão foi tomada pela 5ª Câmara Criminal do TJSC, em matéria sob a relatoria da desembargadora Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer.

“O habeas impetrado, entre outros argumentos, sustentou afronta ao princípio da presunção de inocência, a existência de predicados pessoais favoráveis e a preexistência de enfermidade [diabetes] que justificaria pelo menos a concessão de prisão domiciliar”, diz a decisão do TJSC.

A desembargadora rechaçou o pedido da defesa alegando, como fundamento principal, a “periculosidade e extrema violência da organização criminosa”.

“Os pressupostos autorizadores da prisão preventiva são cristalinos”, anotou a relatora. Ainda segundo a magistrada, a suposta comorbidade da paciente pode ser tratada regularmente na unidade prisional onde já se encontra.

Os demais integrantes da 5ª Câmara, em sessão na última quinta-feira (15), seguiram o voto da relatora, em decisão unânime. O processo tramita em segredo de justiça.

Entenda a situação

A mulher presa, segundo a denúncia do Ministério Público, fazia parte da equipe de apoio da organização criminosa e foi abordada quando se dirigia de São Paulo para o interior do Rio Grande do Sul.

O GPS do automóvel, na oportunidade, indicava como destino o local onde posteriormente acabaram presas altas lideranças da quadrilha. A suspeita policial, encampada pelo MP, aponta que a mulher tinha como missão resgatar seus comparsas e retirá-los daquele endereço.

Relembre o crime

O crime ocorreu na noite de 30 de novembro de 2020, na modalidade batizada de “novo cangaço”, quando cerca de 30 homens com armas de grosso calibre – algumas com poder de derrubar aeronaves – sitiaram a área central da cidade durante quase duas horas para levar cerca de R$ 80 milhões.

Agência do Banco do Brasil foi o palco do maior assalto a banco de Santa Catarina – Foto: Arquivo/Anderson Coelho/NDAgência do Banco do Brasil foi o palco do maior assalto a banco de Santa Catarina – Foto: Arquivo/Anderson Coelho/ND

Além de supostos explosivos, muitas notas foram espalhadas pelas ruas da cidade após a fuga dos criminosos. Populares, no transcorrer da madrugada, saíram para “pescar” as notas deixadas após a ação dos meliantes.

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