Multinacional de SC é condenada por assédio sexual a funcionária

Empresa joinvilense foi condenada a pagar indenização a funcionária que sofreu assédio sexual e foi demitida há quatro anos

Quatro anos se passaram desde que uma funcionária, de 24 anos, foi demitida de uma das maiores empresas de Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ela sofreu assédio sexual dentro da multinacional, denunciou o caso nos canais internos da empresa e não apenas ficou sem amparo, como foi demitida sem justa causa.

Justiça condenou empresa joinvilense ao pagamento de indenização e multa por assédio sexual a funcionária – Foto: Carlos Jr./NDJustiça condenou empresa joinvilense ao pagamento de indenização e multa por assédio sexual a funcionária – Foto: Carlos Jr./ND

O caso foi parar na Justiça, após recursos chegou até o TST (Tribunal Superior do Trabalho) e em recente decisão, a multinacional foi condenada a pagar uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. Todo o processo correu em segredo de justiça.

Ela era ajudante e o assediador, de 33 anos, era seu superior na empresa. A funcionária contou que foi chamada pelo chefe para conversar e, neste momento, ele a segurou pelo braço e colocou a mão entre suas pernas. Mesmo após se esquivar, continuou sendo assediada, com o homem colocando a mão em suas coxas e dizendo que sonhava com ela todos os dias e que “sentia muito tesão e que adorava o que estava sentindo”.

Em uma tentativa de intimidá-la, o superior a ameaçou dizendo que fazia aquilo para que “não acontecesse algo pior” com ela na empresa. Com a negativa da vítima, as ameaças aumentaram, com o superior afirmando que se ela contasse algo ele até poderia ser prejudicado, mas ela seria mais e usou de seu poder para tentar intimidá-la, afirmando que a palavra dele era muito mais forte do que a dela.

Além disso, o homem tentou justificar o assédio afirmando que estava fazendo o que outros colegas também gostariam de fazer. Um mês depois, ela registrou uma denúncia formal no canal interno da empresa, chegou a gravar um momento em que o superior a assedia, anexou as imagens à denúncia e, apesar de ter sido instaurado um procedimento interno, não houve repercussão. O homem recebeu apenas uma advertência escrita e continuou trabalhando normalmente. Ela foi demitida sem justa causa e sem um argumento plausível da empresa.

O caso iniciou em março de 2017 e agora, quatro anos depois, a empresa foi condenada por danos morais e, ainda, ao pagamento de uma multa por interpor recurso declarado inadmissível ou improcedente em votação unânime.

Os nomes da funcionária e da empresa serão mantidos em sigilo, pois o processo correu em segredo de justiça.

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Justiça SC

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