Paraguaio pago por cartomante para matar empresária vai a júri em Chapecó

Crime ocorreu no Centro do município no dia 3 de junho de 2019; a vítima de 48 anos passou por cirurgia e se recuperou

O paraguaio acusado de tentar matar uma empresária de 48 anos, em Chapecó, no Oeste do Santa Catarina, vai a júri no próximo mês. O crime ocorreu em 3 de junho de 2019, no Centro do município e o julgamento está marcado para o dia 25 de novembro.

Crime ocorreu em junho de 2019. – Foto: TJSC/Divulgação/NDCrime ocorreu em junho de 2019. – Foto: TJSC/Divulgação/ND

O crime movimentou a principal avenida da cidade e as forças de segurança local. Depois de puxar a bolsa da vítima, o acusado acertou três tiros na cabeça da mulher, simulando um assalto. Ela foi socorrida, passou por cirurgia e se recuperou.

O autor dos disparos fugiu em uma motocicleta e foi preso minutos depois. Ele apresentou documento de identidade falsificado.

O paraguaio responde por tentativa de homicídio qualificada por ter sido cometido mediante paga ou promessa de recompensa e pelo emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima; porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada; e uso de documento falso.

Casal contratou atirador

De acordo com o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), o casal acusado de contratar o atirador será julgado em outra data a ser definida. O advogado de defesa deles comprovou outro importante júri em comarca distante. A cartomante segue presa preventivamente e o homem está foragido, mas tem a prisão preventiva decretada.

A participação de uma mulher apontada como mandante do crime está sendo tratada em outro processo, já que foi instaurado incidente de insanidade mental.

Dessa forma, as ações judiciais dos demais envolvidos puderem manter o curso normal. Foram confeccionados dois laudos com opiniões diferentes sobre a imputabilidade da acusada. Ela será levada a júri popular em data a ser agendada.

O caso

Durante o processo, foi possível esclarecer que a mandante do crime procurou uma cartomante em busca de reconciliação com o ex-marido, que se encontrava em novo relacionamento.

Como o feitiço – que custou cerca de R$ 300 mil – não deu certo, a cartomante propôs o homicídio da atual companheira do homem. Um atirador foi contratado para executar o crime e recebeu a orientação de simular um latrocínio (roubo seguido de morte). Dos R$ 35 mil prometidos, R$ 15 mil foram pagos antecipadamente.

A cartomante, então, exigiu mais dinheiro da mandante, a fim de sair da cidade com o marido. Sob ameaça de morte contra ela e o neto, a mulher entregou cheques no total de R$ 800 mil, dos quais R$ 90 mil foram compensados.

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