Pedreiro que matou colega a golpes de marreta em Lages é condenado

O réu alegou que matou a vítima após uma discussão sobre empréstimo de tábuas de madeira

Um pedreiro que matou o colega de trabalho em Lages, depois de uma discussão que, segundo o réu, teria começado por conta de madeiras emprestadas, terá de cumprir 12 anos de prisão por homicídio qualificado por uso de meio cruel.

O pedreiro usou uma marreta para assassinar a vítima – Foto: Divulgação/ Pixabay/ NDO pedreiro usou uma marreta para assassinar a vítima – Foto: Divulgação/ Pixabay/ ND

A condenação de Adilson Oliveira de Lima aconteceu nesta quinta-feira (29). Ele também terá que cumprir um ano de reclusão por ter escondido o corpo da vítima após o crime.

Adilson também enfrentava a acusação de fraude processual, pela qual foi absolvido. A defesa pode apresentar recurso à decisão do júri mas o réu, que está em prisão preventiva, não pode recorrer em liberdade.

O crime

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Adilson recebeu a vítima em sua casa para beber e conversar. O encontro aconteceu no dia 2 de fevereiro de 2019.

Durante a conversa, os homens começaram uma discussão porque o réu acusou a vítima, Jefferson Rodrigo Lehmann, de ter pegado emprestado mais tábuas do que havia combinado com o patrão.

Com a discussão, os dois passaram para uma briga corporal. Neste momento, o réu alega ter usado uma marreta para se defender, atacando Jefferson com vários golpes, dos quais ele não resistiu e morreu.

Depois do assassinato, o réu levou o corpo para o fundo da casa onde estavam e tentou enterrar. Sem sucesso, Adilson usou entulhos para cobrir o corpo da vítima e limpou parcialmente a cena do crime.

Sustentação da promotoria

Durante o processo, a defesa do réu alegou que o crime aconteceu por legítima defesa. A promotora de Justiça do caso, Luciana Uller Marin, sustentou que a legítima defesa se aplica ao uso moderado dos meios necessários e que o réu usou de crueldade durante o assassinato.

Além disso, a promotora pediu que o motivo fútil não fosse utilizado porque, segundo consta no processo, a afirmação de que o assassinato foi motivado pelo desentendimento quanto às tabuas foi levantada apenas pelo réu, sem confirmação por outras provas.

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Justiça SC

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