Fabio Gadotti

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Promotor do MP-SC fala sobre polêmica em torno da Avenida das Rendeiras, em Florianópolis

Alceu Rocha defende substituição de estacionamento por ciclovia e comenta entrevista de vice-prefeito à coluna: "O bode na sala não vem do Ministério Público"

O promotor Alceu Rocha, da 32ª promotoria de Justiça da Capital, se manifestou sobre a entrevista feita pela coluna com o vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB), que na edição de sexta-feira criticou a proposta de proibição de estacionamentos na Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição:

“Primeiramente não me recordo do senhor vice-prefeito ter participado em nenhum momento das reuniões que ocorreram para discutir o grave problema de mobilidade na região. De qualquer sorte, esclareço que o tema da mobilidade entre a Barra da Lagoa – Centrinho da Lagoa foi exaustivamente discutido com a presença de secretários municipais, PM, Polícia Civil, Diope (Diretoria de Trânsito), Guarda Municipal etc. Chegou-se ao consenso, após as referidas discussões, de que o melhor caminho para viabilizar a mobilidade no local será a proibição do estacionamento ao longo das Rendeiras.
Há muitos anos a população espera uma providência para a melhoria da qualidade de vida daqueles que moram na Lagoa, Barra da Lagoa e Rio Vermelho e que necessitam transitar pela Avenida das Rendeiras. E, nesse sentido, o Ministério Público foi provocado para intervir. Afirmo que o problema existente não pode esperar mais 1, 2, 10 anos para ser resolvido, sob a promessa da elaboração de um grande projeto.
A ação promovida pelo MP-SC é uma tentativa de trazer o mínimo de dignidade para aqueles que ficam horas no trânsito esperando para se deslocar pouco mais de 2 km. Aliás, ações de restrição de estacionamento como a colocada são aplicadas em várias cidades do Brasil e do mundo e tendem a melhorar a fluidez do trânsito. A instalação da ciclovia apenas oportuniza que mais um modal seja oferecido à população no local. Ou seria melhor apenas proibir estacionar e deixar o espaço ocioso? Ao que parece o bode na sala não vem do MP-SC, que se preocupa sim com aquelas pessoas que hoje estão penando por horas para se deslocar em um espaço tão curto, em qualquer modalidade de transporte.”

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