Rozalba Maria Grime é condenada a quase 57 anos de prisão

Ré de 28 anos somou uma pena de 56 anos e 10 de prisão por entendimento do Conselho de Sentença que acolheu a denúncia do MPSC de maneira integral; homicídio com cinco qualificadoras

Durou mais de 15 horas o julgamento de Rozalba Maria Grime, 28 anos, que restou condenada pela morte da professora Flavia Godinho, em crime que chocou Santa Catarina e o Brasil.

Tribunal Popular do Júri decidiu, de maneira unânime já no final da noite desta quarta-feira (24), a condenação de Rozalba Maria Grime por homicídio com cinco qualificadoras contra a mãe, além de homicídio qualificado tentado contra o bebê, na ocasião, com 36 semanas no ventre da mãe. Além disso, ela também deverá cumprir pena por mais quatro crimes relacionados aos dois homicídios.

Rozalba chegou às 8h40 para o próprio julgamento – Foto: Almir Rodrigues/NDTVRozalba chegou às 8h40 para o próprio julgamento – Foto: Almir Rodrigues/NDTV

As penas, dessa forma, somam 56 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado, mais oito meses de detenção.

A ré pode recorrer da sentença, mas não em liberdade, pois já cumpre prisão preventiva pelos crimes e os motivos que levaram a essa medida continuam presentes, conforme determinou o juiz José Adilson Bittencourt Júnior.

O julgamento que durou 15 horas e foi realizado na Câmara de Vereadores de Tijucas teve como resultado a denúncia integral do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

Após o julgamento, o promotor de Justiça Alexandre Carrinho Muniz, que atuou em colaboração como integrante do GEJURI (Grupo Especial de Atuação do Tribunal do Júri) do MPSC, comentou a decisão dos jurados, que seguiram o entendimento do Ministério Público e consideraram a ré como plenamente consciente de seus atos e, por isso, mentalmente apta a pagar pelos crimes na Justiça:

“É o resultado de um trabalho que o Ministério Público fez, em conjunto com a Polícia Civil, em que nós conseguimos demonstrar não só a questão da materialidade e da autoria, que me pareceu bastante incontroversa, mas também de identificar – até por parte do IGP que fez um excelente trabalho na confecção do laudo de sanidade mental – que ela tinha plena capacidade entender o caráter ilícito dos fatos e também de ter controle sobre seus atos”, comentou.

O crime

No crime que chocou Santa Catarina e o Brasil, a acusada ficou, pela primeira vez, cara a cara com testemunhas e familiares da vítima, nesta quarta-feira.

Rozalba é acusada de feminicídio qualificado, contra a jovem grávida, e tentativa de homicídio contra o bebê – Foto: Almir Rodrigues/NDTVRozalba é acusada de feminicídio qualificado, contra a jovem grávida, e tentativa de homicídio contra o bebê – Foto: Almir Rodrigues/NDTV

Nas primeiras horas do julgamento, familiares da vítima se apresentaram na Câmara de Vereadores de Tijucas, na Grande Florianópolis, com cartazes pedindo justiça.

Os familiares da vítima foram os primeiros a chegar, junto com a Polícia Militar, que faz a segurança do local e advogados. Por volta das 8h40, a acusada, Rozalba Maria Grime, também chegou à Câmara de Vereadores.

Um ano e 3 meses se passaram da morte da jovem grávida – Foto: Paulo Metling/Almir Rodrigues/NDTVUm ano e 3 meses se passaram da morte da jovem grávida – Foto: Paulo Metling/Almir Rodrigues/NDTV

O crime aconteceu em Canelinha, na Grande Florianópolis, em agosto de 2020. Desde então, a acusada ficou presa preventivamente.

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