Suspeita de matar pai em SC pediu à Justiça para ir ao velório

O policial civil Neife Luiz Werlang, de 46 anos, foi morto a facadas, na sexta-feira (15), dentro da própria casa

A adolescente suspeita de matar o próprio pai, o policial civil Neife Luiz Werlang, de 46 anos, pediu à Justiça para comparecer ao velório, ocorrido neste sábado (16) em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de Santa Catarina.

WerlangWerlang tinha 46 anos e, desde 1996, integrava a polícia de Santa Catarina – Foto: Internet/Reprodução/ND

O despacho, obtido com exclusividade pela reportagem do ND+, no entanto, mostra que o juiz negou o pedido da suspeita, alegando que “o caso é de grande comoção social, devendo-se preservar, inclusive, a integridade física da adolescente”.

Na noite de sexta-feira (15), Werlang foi encontrado morto com três facadas no pescoço. Até o momento, as investigações apontam que a filha da vítima e uma amiga, duas adolescentes, são as principais suspeitas de cometer o crime.

O despacho do juiz considerou que é “difícil até achar palavras para negar pedido tão impróprio, numa hora igualmente tão imprópria”. O texto diz, ainda, que, “ao desferir as facadas como fez, ela já se despediu do pai”.

Pedido feito à Justiça foi negadoPedido feito à Justiça foi negado – Foto: Divulgação/ND

Estiveram no velório familiares, amigos e colegas de profissão de toda a região. O ato começou na igreja matriz e encerrou no Cemitério Municipal. Com sirenes e giroflex ligados, dezenas de viaturas da Polícia Civil formaram o cortejo até o cemitério.

Filha e amiga confessaram crime

O agente de 46 anos foi encontrado caído em um dos cômodos da casa onde morava, em São Miguel do Oeste.

A DIC (Divisão de Investigação Criminal), responsável pelo caso, informou que as duas adolescentes confessaram o planejamento e a execução do crime.

Elas foram apreendidas e, agora, estão sob custódia da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso). O Poder Judiciário irá assumir o caso.

Inspiração no caso Richthofen

O caso Richthofen, que voltou a ganhar notoriedade após o lançamento dos filmes que revelam detalhes do crime, teria sido inspiração para as duas amigas.

Isso porque, enquanto estava na delegacia, a adolescente teria questionado policiais se ficaria tão famosa quanto Suzane von Richthofen, conhecida por arquitetar a morte dos pais em 2002. Elas teriam revelado a testemunhas que se inspiraram na história da família.

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Justiça SC

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