Vereador de Navegantes que fez boca de urna tem o mandato impugnado

Denúncia do MPSC mostra ainda que o vereador contratou cabos eleitorais e ofereceu dinheiro para que conseguissem votos para ele

Quase seis meses após as eleições municipais de 2020, um vereador que foi flagrado fazendo boca de urna e comprando votos teve seu mandato impugnado pela Justiça Eleitoral.

A decisão é do final de abril, pelo juiz eleitoral Daniel Lazzarin Coutinho, que acolheu a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Na denúncia, o órgão afirma que o então candidato Andrew Laurentino (PSD) contratou cabos eleitorais para captar votos em pelo menos quatro zonas eleitorais de Navegantes.

Vereador Andrew Laurentino teve o mandato impugnado por fazer boca de urna nas eleições municipais de 2020 – Foto: Reprodução/Redes sociaisVereador Andrew Laurentino teve o mandato impugnado por fazer boca de urna nas eleições municipais de 2020 – Foto: Reprodução/Redes sociais

Laurentino foi eleito com mais de 800 votos, e a estimativa do MPSC é que pelo menos 400 tenham sido comprados.

De acordo com a denúncia, o vereador oferecia R$ 100 para os cabos eleitorais. Eles ficavam nas zonas eleitorais com suas “equipes”, responsáveis por abordar eleitores e pedir votos para o candidato.

A denúncia do MPSC requereu que Laurentino tivesse seu cargo como vereador cassado, ficasse inelegível pelos próximos oito anos e ainda pagasse multa. A inelegibilidade não foi acolhida pelo juiz, assim como a aplicação da multa.

Em nota, o vereador afirmou que continua exercendo a função parlamentar e que “através da ampla defesa junto as instâncias superiores estou convicto que será comprovada minha inocência”.

Já o PSD de Navegantes informou que não tem acesso às peças do processo, “mas confia plenamente no vereador Andrew e quer que tudo se esclareça rapidamente”.

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Itajaí e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Justiça SC