Acusado de matar rival por elogiar namorada por app irá a júri popular, em Palhoça

Renan Madruga da Rosa responderá por homicídio duplamente qualificado pelo assassinato de Raimundo Nonato Ribeiro Lima, em maio deste ano

Um homem acusado de matar outro homem por causa de ciúmes, em março deste ano, no bairro Furadinho, em Palhoça, irá a júri popular. Renan Madruga da Rosa responderá por homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

Renan é acusado de matar Raimundo Nonato Ribeiro Lima, com disparos de arma de fogo na cabeça e no tórax da vítima.

Homem foi preso em flagrante após o crime – Foto: Arquivo/Divulgação

Segundo o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o assassinato aconteceu por ciúmes, porque a vítima mandou mensagens por um aplicativo com elogios à namorada do réu. Ainda não há data para o julgamento.

Relembre o caso

Conforme a denúncia do Ministério Público, no dia 19 de março, por volta das 14h, Renan e a namorada se dirigiram à chácara do pai da mulher. O imóvel fica nas imediações da BR-101 no bairro Furadinho, em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Ao chegar, a jovem chamou pelo pai, mas quem apareceu foi a madrasta. As duas começaram a discutir e entraram em vias de fato, conforme o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).

Foi então que Raimundo, irmão da madrasta, tentou separar a briga. Segundo o TJ, ele tinha enviado mensagens por aplicativo à namorada de Renan, elogiando a beleza dela.

Neste momento, o namorado da jovem sacou uma pistola 9.mm e fez vários disparos. Raimundo morreu no local.

O casal saiu da chácara e foi para casa, onde a polícia efetuou a prisão em flagrante. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público, mas apenas o homem foi pronunciado.

Tiro pelas costas

Inconformado com a decisão, Renan recorreu ao TJ para que fossem afastadas as qualificadoras de motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

O réu sustentou legítima defesa, mas os desembargadores entenderam que não há qualquer prova cabal nos autos neste sentido.

“A vítima estaria sentada em um banco existente na parte coberta anexa à residência, e ficou prostrada ao chão no mesmo local, demonstrando que não teve qualquer reação ao ato praticado”, citou a decisão da 5ª Câmara Criminal do TJSC.

A decisão ainda citou o laudo pericial, que apontou que pelo menos um dos disparos foi realizado pelas costas da vítima, “o que reforça o indício de que o ataque foi realizado de inopino, sem possibilidade de defesa”.

Contraponto

A reportagem não conseguiu localizado o advogado Édson Carvalho, que consta no TJ como defensor de Renan Madruga da Rosa. O espaço está aberto para a defesa.

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