Acusados de homicídio no Sul de SC por disputa de terras são condenados

Homem teria construído uma cerca no terreno do qual alegava ser proprietário e foi morto a tiros, em Timbé do Sul

Três homens foram condenados pelo crime de homicídio qualificado contra um agricultor de Timbé do Sul, no Sul do Estado. O réu, apontado como o mandante do crime, e a vítima, um homem de 45 anos, disputavam a posse de um terreno do qual cada um se julgava o proprietário. Os envolvidos foram julgados após 15 horas de sessão no Salão do Júri da comarca de Turvo, na quinta-feira (25).

Homem foi assassinado a tiros após construir uma cerca no terreno em que dizia ser proprietário. – Arquivo/Pixabay/Divulgação/NDHomem foi assassinado a tiros após construir uma cerca no terreno em que dizia ser proprietário. – Arquivo/Pixabay/Divulgação/ND

Julgamento

Presidido pelo juiz Manoel Donisete de Souza, o conselho de sentença decidiu, por maioria de votos, condenar dois deles, o mandante e um dos autores dos disparos. O mandante foi condenado a 16 anos de reclusão em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e mediante paga ou promessa de recompensa.

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O terceiro envolvido no crime foi condenado a 14 anos de reclusão em regime fechado, por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e mediante pagamento.

O magistrado aplicou o precedente nº 118.770 do Supremo Tribunal Federal para determinar a imediata prisão dos três réu. Os acusados deixaram o Plenário do Júri diretamente para o presídio, para início do cumprimento das penas impostas. Cabe recurso da decisão no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

O crime

O homicídio ocorreu em 5 de agosto de 2014, na Serra da Rocinha, em Timbé do Sul. O homem de 45 anos teria construído uma cerca provisória no terreno, no qual o acusado também se julgava proprietário. Inconformado com a atitude, o réu entrou em contato com outros dois homens e decidiu retomar a suposta posse do imóvel, à força e sob ameaça de armas.

O mandante do crime confessou que ordenou aos dois homens que a vítima fosse morta caso oferecesse resistência às ameaças. Os suspeitos aceitaram a proposta e receberam R$ 2 mil, cada um, como adiantamento pelo serviço.

Segundo o acusado, ele teria avisado aos homens contratados que a vítima estava no terreno e mandou que eles fossem ao local armados. Ao abordarem a vítima, após uma breve discussão, um dos envolvidos atirou contra ela duas vezes, na cabeça e no braço esquerdo.

Mesmo ferido, o homem tentou fugir, mas foi atingido novamente nas costas, de raspão, e caiu no chão inconsciente. O terceiro acusado aproximou-se do corpo e ainda atirou mais duas vezes, com objetivo de confirmar que a vítima teria morrido.

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Justiça

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