Família reivindica propriedade de terreno do Palmerinha em Florianópolis

Supostos donos prometem ingressar na Justiça para solicitar direito da área de 8.020 metros quadrados no bairro Porto da Lagoa

Daniel Queiroz/ND

Vivalda acredita que a herança pode ficar para a filha e a neta

Pela televisão, a aposentada Vivalda Benta Gonçalves, 72 anos, descobriu que uma propriedade que seria herança de família, no Porto da Lagoa, era alvo de intensa disputa judicial. O terreno em questão é o mesmo de onde a Sociedade Esportiva Palmeiras, carinhosamente chamada de Palmerinha, foi retirada após 50 anos de uso. Mesmo com uma decisão judicial desfavorável, Vivalda e os familiares prometem entrar na briga pelo imóvel.

O pai da aposentada, Cantidio Francisco Domingos, morto há quase 30 anos, seria o verdadeiro dono do terreno.  Vivalda contOU que a família não sabia da existência do espaço e de outros oito imóveis espalhados pela Ilha de Santa Catarina. Só descobriram quando o pai, já em idade avançada, queimava alguns documentos de compra. “Ele colocava essa documentação embaixo de um baú. Foi meu sobrinho que viu ele queimando tudo”, lembrou.
Em quase três décadas, segundo Vivalda, a família já contratou três advogados para regularizar a situação dos imóveis herdados, incluindo uma área de 12 mil metros quadrados no Porto da Lagoa, que abrangeria o campo do Palmerinha, com 8.020 metros quadrados. “Nos falaram que é um processo demorado e abandonaram o caso”, lamentou.  Um dos documentos, que comprovariam a posse, é datado de 1927, mas é praticamente ilegível, já que foi escrito com caneta de pena. No papel, é possível identificar o nome de Cantidio.
Tanto o advogado Lincoln Porto, que representa os herdeiros de Walnei Medeiros, declarado dono das terras, quanto o representante da Associação do Bairro Porto da Lagoa, Hamilton Moura Ferro, dão a questão como favas contadas. Até mesmo o defensor da associação acredita que não há chances de reverter a decisão. “É uma questão que não afeta a associação. Acredito que, a partir do momento que o juiz aceitou os títulos de propriedades como válidos, não há o que fazer”, opinou Moura Ferro.

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