Homem é denunciado por divulgar fake news sobre Covid-19 em São Ludgero

Denunciado teria divulgado áudio afirmando falsamente que morte por Covid-19, em São Ludgero, teria ocorrido por doença cardíaca

Um homem foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), na última terça-feira (19), por criar e divulgar informações falsas relacionadas ao primeiro caso sobre Covid-19. O órgão também acusa o homem por difamar o prefeito e a secretária de Saúde de São Ludgero, no Sul de Santa Catarina.

Denúncia foi feita contra homem por suposto compartilhamento de fake news – Foto: Divulgacão/NDDenúncia foi feita contra homem por suposto compartilhamento de fake news – Foto: Divulgacão/ND

Conforme consta na denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Braço do Norte, o homem teria divulgado essas notícias falsas, no início de abril, em formato de áudio, por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp.

Nelas, constava uma afirmação falsa que a primeira morte decorrente de Covid-19 teria ocorrido por doença cardíaca.

Além disso, o homem, posteriormente identificado pela autoridade policial, informava que conhecia o paciente e que as demais mortes que estavam sendo contabilizadas como decorrentes da pandemia também tinham outras causas.

Segundo o MPSC, ao divulgar tais informações falsas, o denunciado provocou pânico e tumulto na população. E, com isso, outras pessoas passaram a questionar os dados referentes à doença e as medidas sanitárias adotadas pelas autoridades competentes.

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No áudio divulgado, o homem também teria difamado o prefeito e a secretária de Saúde de São Ludgero, imputando a eles a responsabilidade pela “declaração falsa” da causa da morte da vítima de Covid-19.

Como resultado, o fato colocou em dúvida a atuação dos agentes públicos, que precisaram emitir nota pública desmentindo o boato. A situação ainda provocou grande abalo emocional nos familiares do jovem que morreu.

O homem foi denunciado pelos crimes de calúnia e difamação, com penas aumentadas em um terço por serem contra funcionário público e em razão de suas funções. As acusações incluem ainda provocar alarmes, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto.

Mesmo com a denúncia apresentada na última terça-feira (19), o Poder Judiciário ainda não recebeu. Após isso, o denunciado passa a ser considerado réu em ação penal.

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