Justiça nega habeas corpus a acusado de matar e esquartejar companheira em Ituporanga

Neomar da Rosa, 25, foi morta a marteladas e teve o corpo esquartejado, em Ituporanga, no dia 20 de janeiro; tronco da mulher foi encontrado em uma barragem por trabalhadores

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou pedido de habeas corpus ao homem acusado de matar, a marteladas, a companheira em Ituporanga. Com a intenção de ocultar o cadáver, ele teria decapitado, esquartejado e espalhado os pedaços do corpo de Neomar da Rosa, 25 anos, pelas cidades vizinhas.

Neomar da Rosa, 25 anos, foi morta e esquartejada em janeiro de 2019 – Reprodução/RIC TVNeomar da Rosa, 25 anos, foi morta e esquartejada em janeiro de 2019 – Reprodução/RIC TV

De acordo com a denúncia, o feminicídio ocorreu em 20 de janeiro deste ano na residência do casal e teria sido motivado por ciúmes. Na véspera do assassinato, eles foram a uma festa e brigaram. O casal estava junto havia quatro meses.

Uma semana depois do crime, o homem, de 33 anos, passou a residir com outra mulher e “assumiu um comportamento frio e dissimulado”, conforme os autos.

Num primeiro momento, ele negou envolvimento nos crimes e relacionamento com a vítima. Mais tarde, após cumprimento do mandado de prisão, confessou com detalhes.

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A defesa argumentou que ele está sofrendo constrangimento ilegal por não haver motivação idônea para a manutenção da prisão preventiva. Disse ainda que o homem “ostenta bons predicados, particularidade que reforça a desnecessidade da segregação cautelar”.

Porém, de acordo com o relator da matéria, desembargador Volnei Celso Tomazini, “a gravidade concreta do delito, sinalizada por meio da violência brutal empregada para ceifar a vida da companheira, e o motivo fútil supostamente proporcionou a barbárie, aliados ao comportamento indiferente do paciente após a prática delitiva, revelam a periculosidade do agente e autorizam, por conseguinte, a manutenção da preventiva para acautelar a ordem pública”.

O processo está em trâmite na 2ª Vara da comarca de Ituporanga. Além do relator, participaram do julgamento os desembargadores Norival Acácio Engel e Salete Silva Sommariva. A sessão foi realizada no dia 7 de maio  e a decisão foi unânime

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