MPF denuncia organização de tráfico internacional de drogas em Itajaí

Foram denunciadas 23 pessoas por 30 crimes, entre eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução de investigações

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou 23 pessoas por 30 crimes envolvendo tráfico internacional de drogas nas regiões do Litoral Norte e Vale do Itajaí. Entre os crimes estão organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução de investigações.

MPF denunciou 23 pessoas – Foto: Divulgação/MPF/NDMPF denunciou 23 pessoas – Foto: Divulgação/MPF/ND

A denúncia é relacionada à Operação Narcos, que identificou que o grupo atuava com o tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. O processo tramita em segredo de justiça na 1ª Vara da Justiça Federal de Itajaí.

Como funcionava o esquema

Segundo o MPF, a organização trazia grandes quantidades de cocaína de países fornecedores e as distribuía para vários estados do Brasil. O grupo utilizava aeronaves de pequeno porte e caminhões.

Dos denunciados, 11 permanecem presos desde 10 de fevereiro, quando foi deflagrada a fase ostensiva da investigação. Um está foragido.

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As investigações mostraram que havia uma divisão de tarefas para gerir uma grande quantia de dinheiro envolvida. A quantia vinha da intensa movimentação de contas bancárias e empresas abertas com identificações falsificadas, e pela aquisição e transferências de imóveis e automóveis de luxo, para uso pessoal dos investigados ou para uso no tráfico de drogas.

Imóveis de alto padrão

Depois da identificação dos envolvidos, a Justiça Federal autorizou prisões e restrições a valores e outros bens, sendo nove imóveis, entre apartamentos, sítios e casas de elevado padrão.

Foram também apreendidos 14 veículos, entre automóveis de luxo e caminhões, e seis aeronaves utilizadas para deslocamento dos investigados e para o transporte de drogas.

Além das condenações e perda dos bens utilizados ou que são proveito direto dos crimes, o MPF requereu também a aplicação do novo artigo 91-A do Código Penal, conforme redação dada pela lei 13.964/2019.

O artigo fala sobre a perda dos bens correspondentes à diferença entre o valor do patrimônio de alguns dos denunciados e aquele que seja compatível com o rendimento legal demonstrados por ele até a denúncia, tendo por base os dados de quebras de sigilo bancário e fiscal judicialmente deferidos.

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