Sem data para a bola rolar no Porto da Lagoa

Prefeitura aguarda laudo para saber o valor do terreno de oito mil metros quadrados. Enquanto isso, jogos ocorrerão em campo emprestado

Janine Turco/ND

Gramado e instalações do campo foram destruídas durante a reintegração de posse

Engenheiros da Prefeitura de Florianópolis já trabalham na elaboração da avaliação do valor do terreno de 8.020 metros quadrados no Porto da Lagoa. A área, que servia de campo de futebol para a comunidade do bairro, foi reintegrada aos proprietários na terça-feira (10).

No entanto, não há prazo para a conclusão do laudo, que será decisivo para o município adquirir o espaço e repassar para a comunidade. Nesta quarta-feira (12), houve reunião envolvendo moradores, advogado dos herdeiros e o prefeito Dario Berger (PMDB).

Segundo Berger, o processo deve ocorrer naturalmente. O prefeito afirmou que busca as alternativas possíveis para resolver o impasse. Ele está disposto a ajudar na retomada do espaço, mas só se não houver mais protestos, como os que ocorreram na quarta-feira, quando os manifestantes fecharam, por duas vezes, a avenida Osni Ortiga. “Os engenheiros precisam avaliar o terreno. Isso demanda tempo. Ninguém vai assinar um laudo sob pressão”, ressaltou.

O presidente da Associação de Moradores do Porto da Lagoa, Luciano Pereira, demonstrou confiança. “O prefeito nos falou que entre dez e 15 dias a questão estará resolvida”, contou. Luciano descartou o fechamento da via, pelo menos pelos próximos dias.

Lincoln Porto, advogado dos quatro herdeiros do terreno, também confia em acordo, mas não revelou os valores pretendidos pela família. “Eles buscam uma indenização justa. Compatível com o esvaziamento que ocorreu com a transformação do terreno em área verde”, destacou. A alteração na lei impede a construção de imóveis no local.

Questionado sobre a inutilização do campo de futebol, já que havia intenção de repassar o terreno para a prefeitura, Porto afirmou ser impossível tomar posse sem desmanchar a estrutura existente. O terreno era alvo de disputa judicial há 25 anos. Na terça-feira, a Justiça determinou que a família ficasse com a área. No local funcionavam duas escolinhas de futebol. Além disso, o time do bairro mandava os jogos do campeonato amador.

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