Caso Helloyse: uma família marcada pela violência

Bebê Helloyse Gabriella Francisco, dois anos; a mãe Maria Helena da Silva Francisco Neta; e o padrasto Willian Kondlatsch de Morais, acusado pela morte de Helloyse, foram assassinados

Helloyse Gabriella Francisco, dois anos; Maria Helena da Silva Francisco Neta, mãe de Helloyse; Willian Kondlatsch de Morais, padrasto de Helloyse. Todos foram assassinados.

Uma história triste marcada pela violência, que começou com a morte da pequena Helloyse no dia 20 de dezembro de 2019, que causou grande comoção social.

O acusado pela morte é o padrasto Willian Kondlatsch de Morais, que alegou que a morte foi acidental, por afogamento em uma piscina, mas em seguida foi desmentido pelo laudo médico do IGP (Instituto Geral de Perícias).

Helloyse Gabriella Francisco morreu por compressão direta de vias aéreas – Foto: Divulgação/NDHelloyse Gabriella Francisco morreu por compressão direta de vias aéreas – Foto: Divulgação/ND

A causa da morte, segundo o IGP, foi “compressão direta de vias aéreas”, ou seja, asfixia. O padrasto foi preso, mas foi solto em abril deste ano. Aguardava a data do julgamento em liberdade.

Cinco dias após a morte da filha, na noite de Natal, a mãe Maria Helena da Silva Francisco Neta foi brutalmente assassinada com seis tiros disparados por um motociclista. Ela estava no quintal de casa, no bairro Ulysses Guimarães, em Joinville, e morreu na hora, atingida no abdômen, peito e quadril.

De acordo com o delegado Elieser José Bertinotti, ela sequer teve tempo para esboçar uma reação diante do assassino. As investigações foram iniciadas ainda na noite de Natal e, de acordo com o delegado, uma das principais hipóteses para a motivação da morte de Maria Helena é a morte da filha.

“Pode ser um desdobramento dessa situação. Alguém, por uma eventual ‘vingança’ pode ter imputado a ela alguma responsabilidade no ato e, em decorrência a isso, acabou praticando um homicídio contra ela”, conta Bertinotti.

A investigação pela morte de Maria Helena ainda não foi concluída. O delegado, inclusive, tentou ouvir Willian Kondlatsch de Morais na última semana, mas ele não compareceu. “Várias tentativas para ouvi-lo foram feitas”, disse.

Bertinotti explicou, também, que é uma investigação difícil porque a região onde a família morava é dominada por facções, há regras impostas pela própria facção, e impera a lei do silêncio.

Já nesta sexta-feira (26), Willian Kondlatsch de Morais, padrasto acusado pela Justiça como o autor da morte de Helloyse foi encontrado morto em São Francisco do Sul, onde estava vivendo desde que saiu da prisão.

De acordo com o delegado Fábio Fortes, da Comarca de São Francisco do Sul, uma análise preliminar apontou que Kondlatsch levou tiros no tórax, no rosto e no quadril.

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