Novo romance de Nei Duclós explora grandes conflitos da história do país

Escritor de 20 livros, autor radicado em Florianópolis mistura ficção e realidade em sua nova obra “Tudo o que Pisa Deixa Rastro”

Nana Monteiro/Divulgação/ND

Ousadia do autor está implícita na narrativa que mistura ficção e realidade

Tendo as grandes batalhas e conflitos históricos do Brasil como pano de fundo, o livro “Tudo o que Pisa Deixa Rastro”, lançado em setembro, inova ao mesclar ficção e realidade em uma narrativa que transita entre personagens inventados e outros que de fato existiram. Escrito por Nei Duclós, 66, poeta, historiador e jornalista autor de 20 livros, o romance é costurado pelas divisões internas do país, tendo como mote conflitos como a Independência do Brasil, a Revolução de 1930 e a Guerra dos Farrapos.

“Em 1980 comecei a pesquisar sobre as guerras brasileiras, e fiquei abismado com o desconhecimento da história das nossas batalhas, histórias que estão tão próximas de nós e que foram tão decisivas para a nossa vida atual. Comecei a pesquisar por curiosidade, sou um cara de fronteira, sempre gostei de estudar guerras”, conta Duclós.

Do imperador ao escravo, do general ao soldado, da Imperatriz à guerreira, a obra “Tudo o que Pisa Deixa Rastro” retrata visões diferentes de personagens que participaram diretamente das batalhas no Brasil, sejam eles fundamentais para o desenvolvimento desses conflitos, sejam meros coadjuvantes. É com ousadia que o livro utiliza a historiografia para construir a narrativa fictícia.

“Vejo que se trabalha muito esse resgate da história do Brasil sempre de maneira muito anedótica, então resolvi fazer uma leitura diferente, e a prosa sempre esteve comigo, junto com a poesia. Acho que misturar ficção e realidade dá mais força para a narrativa”, explica Duclós, que lançou a obra oficialmente no mês passado, na 17ª Bienal do Rio de Janeiro. “Demorei cerca de dois anos para escrever o livro”, observa ele.

Divulgação/ND

Livro foi lançado na 17ª Bienal do Rio de Janeiro


Personagens que pedem passagem
Entre as curiosas histórias exploradas pelo romance estão a participação da imperatriz Leopoldina na Independência do Brasil e a presença de Dom Pedro I no conflito armado de 1821 a 1823 que culminou com a derrota dos portugueses. Há também a história do general holandês Dirk Van Hogendorp, braço direito de Napoleão exilado no Rio de Janeiro, que dá lições de estratégias para o jovem príncipe Dom Pedro, que assumira as rédeas do Império.

“Também procurei trazer personagens diferentes, como, por exemplo, a do escravo liberto. Esse aspecto torna a obra mais interessante”, opina o escritor gaúcho radicado em Florianópolis, que celebra quatro décadas de literatura neste ano. “Tudo o que Pisa Deixa Rastro” foi selecionado pelo programa Petrobrás Cultural e já teve a primeira edição com 1.500 exemplares impressos.

“Tudo o que Pisa Deixa Rastro”. De: Nei Duclós. Ed. Do Autor. 161 págs. R$ 30.

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